Empresária esfaqueia cinco vezes o próprio marido enquanto tentava se defender, em Luziânia
Durante abordagem, PM ainda localizou armas de fogo de propriedade do homem, todas sem documentação


A Polícia Militar (PM) foi acionada no início da manhã desta quarta-feira (02), após uma empresária esfaquear o próprio marido, enquanto tentava se defender de uma agressão, em um condomínio de chácaras em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal (DF).
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o homem, de 45 anos, caído no chão, com marcas de facadas e envolto de muito sangue. A esposa, que também estava no local, logo se apresentou à equipe, confessando a autoria.
Quando questionada sobre a dinâmica do ocorrido, ela explicou que o marido havia saído de casa para jogar futebol, mas acabou retornando somente às 03h, já completamente alterado, com comportamento agressivo e fala desconexa.
Ao confrontá-lo sobre o ocorrido, ele teria ficado furioso, agredindo a mulher, de 39 anos, com socos e pontapés de forma violenta, enquanto proferia xingamentos e ofensas contra ela.
Assustada, a empresária então pegou uma faca para tentar se defender das agressões, momento em que o golpeou cinco vezes, o atingindo três vezes nas costas, uma no pescoço e outra no braço.
Na sequência, a equipe acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou os primeiros socorros e encaminhou o homem até uma unidade de saúde de Luziânia.
Ainda no local, a mulher informou aos policiais que o marido possuía outra residência, onde ele costumava promover festas regadas a bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas.
A empresária então acompanhou a equipe até o local, onde foram encontradas várias pessoas e som muito alto. Durante a averiguação, ela chegou a apresentar aos militares, por livre e espontânea vontade, algumas armas de fogo de propriedade do homem, destacando que nenhuma delas possuía documentação.

PM apreendeu as armas de fogo. (Foto: Reprodução)
Diante disso, o caso foi encaminhado para uma delegacia da Polícia Civil (PC), que deve abrir um inquérito sobre a ocorrência, apurando, além das facadas — sob a justificativa de legítima defesa —, um possível caso de agressão contra mulher, se enquadrando na Lei Maria da Penha.
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