Ave extinta há mais de 100 anos reaparece e intriga cientistas

Graças a décadas de esforços de conservação, esse animal voltou a habitar seu território original

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
Ave extinta há mais de 100 anos reaparece e intriga cientistas
(Foto: Reprodução/YouTube)

A ideia de uma ave extinta retornar à natureza parece coisa de filme, mas aconteceu de verdade.

O Tacaé-do-sul, uma espécie emblemática da Nova Zelândia, desapareceu por mais de um século e foi considerado perdido para sempre.

Porém, graças a décadas de esforços de conservação, essa ave voltou a habitar seu território original, surpreendendo cientistas e trazendo esperança para projetos de preservação em todo o mundo.

Ave extinta há mais de 100 anos reaparece e intriga cientistas

Após mais de 70 anos de dedicação contínua, pesquisadores conseguiram reintroduzir 18 Tacaé-do-sul no Vale de Greenstone, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Esse marco representa uma vitória não apenas para a ciência, mas também para o povo Ngāi Tahu, que considera essa ave sagrada. Atualmente, estima-se que já existam cerca de 500 exemplares vivendo na natureza, algo inimaginável há poucas décadas.

Como a ave foi redescoberta

A história dessa ave extinta começou a mudar em 1948, quando um pequeno grupo foi encontrado nas montanhas de Murchison. Desde então, iniciou-se uma ampla mobilização para salvar a espécie. Programas de reprodução em cativeiro, criação de santuários protegidos e o controle rigoroso de predadores invasores, como furões e gatos selvagens, foram medidas decisivas para garantir sua sobrevivência.

Os desafios enfrentados

Por ser uma ave não voadora, o Tacaé-do-sul é extremamente vulnerável. Seus ninhos no solo e seu comportamento dócil aumentam o risco de ataques de animais introduzidos pelos colonizadores europeus. Para reduzir essas ameaças, equipes de conservação atuam constantemente com armadilhas e monitoramento, garantindo que os predadores não comprometam o sucesso do projeto.

A importância cultural e ecológica

Para os Maori, o retorno dessa ave extinta vai além da preservação ambiental. Suas penas verde-azuladas têm profundo valor espiritual e simbolizam a ligação entre a natureza e a cultura do povo Ngāi Tahu. Além disso, recuperar uma espécie tão antiga — que remonta ao período do Pleistoceno — reforça a importância de grandes projetos de conservação que unem ciência e tradição.

Um futuro promissor

Com os esforços do governo da Nova Zelândia e de organizações especializadas, a expectativa é criar populações autossustentáveis de Tacaé-do-sul. O objetivo é que, no futuro, esses animais consigam sobreviver sem intervenção humana constante. Essa conquista mostra que, mesmo diante da perda de uma ave extinta há mais de 100 anos, ainda é possível reverter o curso da história e oferecer uma nova chance para espécies ameaçadas.

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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