As lições de liderança que aprendi com Bernardinho
Muitas vezes o problema não é falta de vontade, mas de segurança. E é aí que o líder faz a diferença

Há uma semana, participei de um encontro de uma hora com Bernardinho, um dos maiores técnicos da história do voleibol mundial.
A primeira lição foi direta: vontade supera talento.
Ele explicou que desempenho sem valores não sustenta resultado. Uma pessoa muito competente, mas desalinhada com a cultura, acaba corroendo o grupo.
Outra frase que marcou foi: “A pergunta essencial não é como. É com quem.”
Um grande projeto nas mãos erradas tende a dar errado, enquanto as pessoas certas tornam qualquer desafio possível.
Bernardinho descreveu o líder verdadeiro como aquele que enxerga o potencial antes do próprio jovem enxergar. Um líder que fala o que precisa ser dito, não o que é confortável de ouvir. Um líder que a acredita primeiro.
Também reforçou que ouvir não é sinal de fraqueza, mas de maturidade.
Entre tantas ideias, uma das mais fortes foi sobre humildade: o líder de verdade dá o crédito ao time na vitória e assume a responsabilidade na derrota.
E veio ainda um lembrete que vale para todos nós: “As vaias geralmente vêm dos assentos mais baratos.”
Quem passou pelo mesmo caminho tende a apoiar, não criticar. E quem se deixa dominar pelo ego sempre cai. Quanto maior o ego, maior a queda.
Ele concluiu lembrando que liderança não é só cobrar. É estar ombro a ombro nos momentos difíceis. Muitas vezes o problema não é falta de vontade, mas de segurança. E é aí que o líder faz a diferença.








