Quanto de água é preciso beber para hidratação ideal, segundo estudo
Nova pesquisa global revela que a necessidade de água é estritamente individual e depende de fatores que vão da massa muscular ao clima onde você mora

A recomendação de beber dois litros de água por dia tornou-se um dos dogmas mais persistentes da saúde moderna. No entanto, um estudo internacional sem precedentes acaba de “entornar o caldo” dessa teoria.
Liderada por cientistas japoneses e publicada na revista Science, a pesquisa prova que a hidratação ideal não é uma fórmula matemática única, mas uma variável complexa que muda drasticamente de pessoa para pessoa.
O fim da “quantidade padrão”
Ao analisar o comportamento hídrico de mais de 5 mil indivíduos em 23 países — abrangendo bebês de poucos dias a idosos de 96 anos —, os pesquisadores descobriram que a necessidade de água pode oscilar entre 1 e 10 litros diários.
O estudo, coordenado por Yosuke Yamada, focou na “renovação hídrica”, ou seja, na velocidade com que o corpo substitui a água que circula em seus tecidos. Os cientistas descobriram que o mantra dos 2 litros ignora que cerca de 15% da nossa água é fabricada pelo nosso próprio metabolismo e que uma parcela significativa vem da comida.
Os fatores que mudam a conta
O que determina se você precisa de mais ou menos água? Segundo a pesquisa, o “perfil hídrico” é moldado por quatro pilares:
Massa Muscular: Músculos retêm e exigem mais água do que o tecido adiposo.
Ambiente: Temperaturas acima dos 30 °C podem adicionar, sozinhas, a necessidade de mais 1 litro diário.
Idade e Sexo: Homens jovens costumam ter a maior demanda (média de 4,3 litros totais), enquanto idosos acima dos 70 anos giram em torno de 2,8 a 3,1 litros.
Estilo de Vida: Atletas e pessoas ativas elevam sua necessidade hídrica em pelo menos 1 litro a mais do que indivíduos sedentários.
O corpo como seu próprio indicador
Se a meta de 2 litros é imprecisa, como saber se você está no caminho certo? O estudo reforça que o corpo emite sinais claros de equilíbrio. A cor da urina (que deve ser clara ou amarelo-pálida) e a elasticidade da pele são termômetros confiáveis.
Por outro lado, o alerta para desidratação vai além da boca seca: fadiga inexplicável, dores de cabeça e tonturas são pedidos de socorro do organismo. Por outro lado, o excesso também preocupa: beber água demais em intervalos muito curtos pode diluir minerais essenciais no sangue, causando desequilíbrios perigosos.
Hidratação estratégica: como aplicar
Para uma rotina eficiente, a dica não é contar copos, mas diversificar as fontes. Alimentos como melancia, pepino, abacaxi e laranja são aliados poderosos. Além disso:
Ajuste o volume: Em dias quentes ou de treino intenso, beba antes de sentir sede extrema.
Atenção aos diuréticos: Álcool e excesso de café aceleram a perda de líquidos e exigem compensação com água pura.
Siga seu ritmo: Use a água como base, mas não ignore chás sem açúcar e a água presente nas refeições.
No fim das contas, a ciência confirma: hidratar-se não é cumprir uma tarefa burocrática de 2 litros, mas aprender a ouvir as demandas únicas da sua própria biologia.
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