Nepobaby: a nova expressão usada pela geração Z para se referir a jovens ricos e o que ela significa
Termo ganhou força nas redes sociais para criticar privilégios herdados e a vantagem de quem nasce em famílias influentes

A geração Z popularizou uma nova palavra para falar sobre desigualdade e priviléggios: nepobaby. O termo vem da junção de “nepotism” (nepotismo) com “baby” e passou a ser usado para se referir a jovens ricos que alcançam sucesso profissional graças ao sobrenome, às conexões familiares e ao dinheiro, e não apenas ao próprio mérito.
A expressão se espalhou principalmente no TikTok, no X e no Instagram, onde usuários discutem carreiras, mercado de trabalho e oportunidades.
Em geral, o uso do termo carrega um tom crítico e irônico, apontando como filhos de pessoas influentes entram com facilidade em áreas como moda, entretenimento, artes e negócios.
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Na prática, nepobaby descreve alguém que nasce em um ambiente privilegiado e recebe acesso antecipado a contatos, visibilidade e recursos.
Isso inclui convites, investimentos iniciais, mentoria direta de figuras poderosas e portas abertas que dificilmente estariam disponíveis para quem não tem o mesmo contexto familiar.
O debate ganhou força quando jovens famosos passaram a ser questionados sobre como chegaram ao sucesso. A geração Z, mais aberta a discutir desigualdade estrutural, passou a diferenciar talento de privilégio. Para muitos, o problema não é ter pais influentes, mas negar as vantagens recebidas ou vender uma narrativa de “sucesso do zero”.
Especialistas em comportamento digital observam que o termo reflete uma mudança cultural. A geração Z cobra transparência e responsabilidade social, especialmente de figuras públicas. Reconhecer privilégios passou a ser visto como parte do discurso esperado, enquanto ignorá-los pode gerar críticas e rejeição.
Apesar do tom crítico, o uso da palavra também gerou debates. Alguns apontam que rotular pessoas como nepobabies pode simplificar realidades complexas e desconsiderar esforço individual.
Outros defendem que o termo ajuda a escancarar desigualdades históricas e a falta de acesso enfrentada por jovens sem conexões.
No fim, nepobaby se tornou mais do que uma gíria. A palavra resume uma discussão maior sobre mérito, oportunidades e o impacto do berço na trajetória profissional, temas centrais para uma geração que cresce em meio a crises econômicas e competitividade cada vez maior.
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