Quanto é preciso ganhar para ser considerado classe média alta no Brasil em 2026?

A fronteira social não é visível, mas impacta escolhas, consumo e oportunidades

Magno Oliver Magno Oliver -
Quanto é preciso ganhar para ser considerado classe média alta no Brasil em 2026?
Mercado eleva previsão do PIB deste ano de 2,31% para 2,56% (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Entender quem faz parte da chamada classe média alta no Brasil exige mais do que observar salários isolados, é preciso um pouco mais.

O conceito está diretamente ligado à distribuição de renda, ao padrão de consumo e às classificações oficiais utilizadas por institutos de pesquisa.

Em um país marcado por desigualdade histórica, essas divisões ajudam a mapear quem vive com conforto, quem está no limite e quem concentra riqueza.

Dados consolidados do IBGE indicam que, em 2025, a renda média mensal do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.378, o maior patamar em mais de uma década.

Esse avanço foi impulsionado pela queda do desemprego para cerca de 6,2% e pelo crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada, que superou 39 milhões. Esses indicadores servem como base para projeções econômicas voltadas a 2026.

Nas classificações mais usadas por economistas e pelo mercado financeiro, a classe média alta se posiciona logo abaixo da classe A.

Enquanto a elite econômica concentra rendas domiciliares superiores a R$ 26 mil mensais, faixa ocupada por cerca de 4,4% da população, a classe média alta reúne famílias com ganhos significativamente acima da média nacional, mas ainda distantes do topo da pirâmide.

Considerando a evolução recente da renda e ajustes inflacionários, estimativas apontam que, em 2026, a classe média alta deve englobar domicílios com renda mensal aproximada entre R$ 12 mil e R$ 25 mil.

Esse grupo costuma ter acesso facilitado à educação privada, planos de saúde, financiamento imobiliário e maior capacidade de poupança, além de consumo mais estável mesmo em cenários econômicos adversos.

Apesar da melhora nos indicadores gerais, a distância entre as classes permanece expressiva. A renda da classe média alta pode ser várias vezes superior à das classes populares, enquanto a classe A segue concentrando uma parcela desproporcional da riqueza nacional.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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