Quando o barulho aumenta, o preparo responde
Talvez 2026 não exija mais força, mas menos ruído, menos excesso e mais fidelidade ao processo

Em uma final da NBA, Michael Jordan foi para a linha de lance livre enquanto o jogador do time adversário tentava provocá-lo, dizendo que ia errar. Jordan ouviu, fechou os olhos, arremessou de olhos fechados: acertou a cesta!
Aquilo não foi arrogância.
Foi treino. Foi disciplina. Foi alguém que sabia exatamente quem era, independentemente do ruído externo.
Pessoas preparadas não discutem com a provocação. Elas executam. Tem clareza e capacidade de agir sob pressão.
Quando ela enfraquece, surge insegurança. A vida trava porque tudo passa a depender de validação externa.
Mas quando essa base está ativa, algo muda: a pessoa não reage ao barulho. Ela confia no caminho que percorreu quando ninguém estava olhando.
Greg McKeown, no livro Sem Esforço, explica isso. Acabei de ler e recomendo. O autor usa justamente a imagem de um lance livre no basquete. Ele divide o processo em três etapas:
1) Estado sem esforço – a mente está calma porque o preparo já foi feito.
2) Ação sem esforço – o movimento flui, sem desperdício de energia.
3) Resultado sem esforço – o resultado apenas confirma o processo.
O paradoxo é claro: o que parece fácil no momento decisivo é fruto de muito esforço antes quando não havia plateia.
Talvez 2026 não exija mais força, mas menos ruído, menos excesso e mais fidelidade ao processo.
Porque, no fim, o lance livre nunca é sobre a cesta. É sobre quem você se tornou antes de a bola chegar às mãos.
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