Fiat Siena vira 1º carro brasileiro movido a água, mantendo o motor original que não emite poluentes, somente vapor d’água pelo escapamento
Projeto nacional adapta sedã popular para funcionar com hidrogênio, reduz emissões e chama atenção para novas possibilidades da mobilidade limpa

Um carro popular, conhecido dos brasileiros, passou por uma transformação que chamou a atenção do setor automotivo e do meio científico.
Um Fiat Siena se tornou o primeiro veículo desenvolvido no Brasil a funcionar com hidrogênio usando o motor original, emitindo basicamente vapor d’água pelo escapamento.
Embora popularmente descrito como “movido a água”, o funcionamento do veículo envolve, na prática, o uso de hidrogênio como combustível.
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A associação ocorre porque, ao ser queimado no motor, o hidrogênio gera água em forma de vapor como principal subproduto, sem a liberação direta de dióxido de carbono.
O projeto foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros e mantém o tradicional motor Fire do Siena, algo incomum em iniciativas desse tipo.
Diferente dos carros elétricos a hidrogênio, que utilizam células de combustível, o sedã adaptado usa um motor de combustão interna convencional, recalibrado para operar com o novo combustível.
O hidrogênio é armazenado em um cilindro especial instalado no veículo, sob alta pressão, e conduzido até o motor, que passou por ajustes eletrônicos para garantir uma queima segura e eficiente.
Toda a modificação foi pensada para demonstrar que motores já existentes podem ser reaproveitados em uma transição energética mais limpa.
Durante o funcionamento, o escapamento libera vapor d’água visível, o que reforça a percepção de emissão quase zero. Especialistas explicam que, embora o sistema reduza drasticamente a poluição, ainda podem ocorrer emissões mínimas de óxidos de nitrogênio, comuns em motores de combustão, dependendo da temperatura de operação.
Mais do que um carro pronto para as ruas, o Siena movido a hidrogênio funciona como um laboratório sobre rodas. O objetivo principal é testar soluções, reduzir custos e avaliar a viabilidade de tecnologias alternativas para o futuro da mobilidade no Brasil.
Um dos maiores desafios para a adoção em larga escala ainda é a infraestrutura. A produção, o armazenamento e a distribuição de hidrogênio no país são limitados, o que impede, por enquanto, o uso comercial da tecnologia.
Ainda assim, o projeto mostra que o Brasil tem capacidade técnica para desenvolver soluções inovadoras no setor automotivo.
Para pesquisadores, a experiência abre caminho para reaproveitar milhões de veículos já em circulação, reduzindo emissões sem depender exclusivamente da substituição por carros elétricos.
O Fiat Siena convertido se torna, assim, um símbolo de como inovação, pesquisa e criatividade podem transformar um carro comum em um experimento promissor para um futuro mais limpo.
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