Não é frito, nem mexido: a forma correta de cozinhar o ovo para aproveitar ao máximo todas as suas proteínas, segundo nutricionistas

Especialistas explicam que o modo de preparo influencia diretamente na absorção das proteínas do ovo e que altas temperaturas podem reduzir parte do aproveitamento nutricional

Layne Brito Layne Brito -
ovo cozido com cheiro forte
(Imagem: Reprodução/ Captura de Tela/ YouTube)

O ovo é um dos alimentos mais completos da alimentação cotidiana, principalmente por oferecer proteínas de alto valor biológico, com todos os aminoácidos essenciais.

Apesar disso, o modo de preparo ainda gera dúvidas  e escolhas erradas podem reduzir o aproveitamento nutricional.

Segundo nutricionistas, nem o ovo frito nem o mexido em fogo alto são as melhores opções quando o objetivo é extrair o máximo das proteínas.

A explicação está na forma como o calor age sobre o alimento. Quando submetidas a temperaturas muito altas ou por tempo prolongado, as proteínas do ovo podem sofrer alterações que dificultam a digestão.

Além disso, preparos como fritura costumam incluir óleo ou manteiga, aumentando o teor de gordura e o valor calórico da refeição.

Por isso, os especialistas indicam o ovo cozido  ou, em alguns casos, o ovo pochê  como a forma mais adequada de preparo.

O cozimento em água permite que as proteínas sejam desnaturadas na medida certa, tornando-se mais fáceis de serem absorvidas pelo organismo, sem perdas significativas de nutrientes e sem a adição de gordura.

Segundo nutricionistas, o tempo ideal de cozimento é fundamental para atingir esse equilíbrio. A recomendação é colocar o ovo em água fria, levar ao fogo e, após a água começar a ferver, contar de 7 a 9 minutos.

Esse intervalo garante a clara totalmente firme e a gema ainda levemente cremosa, ponto considerado ideal para digestão e preservação nutricional.

Cozinhar por menos tempo pode deixar a clara crua, enquanto passar muito desse período tende a ressecar a gema e comprometer textura e sabor.

Outro ponto importante é a segurança alimentar. O ovo cru ou malcozido pode ter menor aproveitamento proteico e ainda apresentar risco de contaminação. Já o cozimento adequado reduz esses riscos e torna o alimento mais seguro para consumo diário.

Na prática, respeitar o tempo correto de cozimento faz toda a diferença.

Um preparo simples, sem óleo e no ponto certo transforma o ovo em um aliado ainda mais eficiente para quem busca saciedade, ganho de massa muscular ou uma alimentação equilibrada.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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