Especialistas apontam melhores investimentos para se fazer em Goiás em 2026

Ao Portal 6, profissionais indicam opções que podem trazer retornos seguros ao longo do ano

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Especialistas apontam melhores investimentos para se fazer em Goiás em 2026
Imagem mostra sócio da Vertente Assessores de Investimento Marcelo Estrela e economistas Vitor Nery e Maykon Douglas, respectivamente. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Com a chegada de um novo ano, cresce também a expectativa por um cenário mais favorável no setor financeiro. A projeção é de que 2026 seja um período de transição, marcado pela redução das taxas de juros e por menores incertezas no cenário global — fatores que tendem a favorecer um ambiente mais equilibrado entre proteção patrimonial e crescimento dos investimentos.

Essa perspectiva é reforçada pelo Report Anual 2026 – Onde Investir, estudo elaborado por analistas do BTG Pactual, banco de investimentos da América Latina.

O levantamento estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve desacelerar de cerca de 2,0% em 2025 para 1,5% em 2026, refletindo os efeitos defasados da política monetária restritiva.

Em entrevista ao Portal 6, o sócio da Vertente Assessores de Investimento — empresa goiana contratada pelo BTG Pactual para a distribuição dos produtos da instituição —, Marcelo Estrela, aponta que os segmentos mais promissores para investimentos em Goiás em 2026 estão ligados ao crédito privado.

Essa modalidade de renda fixa consiste na disponibilização de recursos a empresas privadas, com remuneração por meio de juros pagos em títulos de crédito.

“Em Goiás, por exemplo, temos empresas de capital aberto, como a Jalles Machado, além de opções de investimento em crédito. É possível investir concedendo crédito a companhias como a própria Jalles Machado e a Caramuru Alimentos, de Itumbiara. Ou seja, dentro do mercado de capitais, Goiás oferece oportunidades tanto para quem deseja se tornar sócio dessas empresas quanto para quem prefere investir por meio de crédito”, afirma.

O especialista ressalta, no entanto, que não existe um “investimento ideal” que sirva para todos, já que as escolhas devem variar conforme o perfil de cada investidor. Independentemente disso, ele reforça uma orientação comum a todos: a importância da diversificação.

“O maior erro é não diversificar os investimentos. Há pessoas jovens que começam a estudar o mercado e acabam concentrando toda a reserva, por exemplo, em Bitcoin. Quando alguém aplica todo o patrimônio em um único ativo, o risco aumenta consideravelmente”, explica.

Mudanças

Marcelo Estrela acrescenta que o atual cenário favorece uma “recomposição dos portfólios”. Segundo ele, investidores que antes adotavam uma postura mais defensiva, concentrando recursos em renda fixa conservadora devido aos juros elevados, passam a ter espaço para assumir mais riscos e diversificar suas aplicações.

“Para os investimentos mais tradicionais, as prioridades devem incluir títulos públicos de renda fixa, como os prefixados com vencimento entre 2028 e 2029, que tendem a se beneficiar mais da queda dos juros, além do Tesouro IPCA+ 2035, que oferece taxa real elevada e proteção contra a inflação. Também há boas oportunidades em crédito privado com classificações de risco mais altas, como Certificados de Recebíveis de projetos imobiliários sólidos, Certificados de Recebíveis do Agronegócio de empresas de primeira linha, debêntures incentivadas e projetos de infraestrutura com garantias robustas”, destaca.

Imagem mostra Marcelo Estrela. (Foto: Arquivo Pessoal)

Segurança

Já o economista Vitor Nery avalia que, para quem busca maior segurança e planejamento financeiro, a renda fixa atrelada a títulos públicos continua sendo a opção mais recomendada.

“Os títulos públicos também apresentam risco, mas ele é menor do que o risco associado a empresas privadas, porque o governo possui mais mecanismos de arrecadação e maior capacidade de negociação. Já ao investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou do Agronegócio (CRA), existe a possibilidade de enfrentar perdas caso a empresa emissora enfrente dificuldades financeiras ou entre em recuperação judicial”, afirma.

Imagem mostra economista Vitor Nery. (Foto: Arquivo Pessoal)

Já o economista Maykon Douglas destaca que, no caso brasileiro, é fundamental acompanhar a política fiscal em um ano eleitoral, para se manter alerta aos riscos.

Ele também aponta para um possível impulso adicional de gastos por parte de estados e municípios, cujos cofres podem estar em patamares elevados.

“Medidas do Governo Federal percebidas como populistas ou eleitoreiras, que comprometam a já fragilizada regra fiscal e piorem a trajetória da dívida pública, podem elevar os prêmios de risco e provocar desvalorização cambial. Em um cenário de forte depreciação do real, como ocorreu no fim de 2024, a inflação pode interromper o processo de desaceleração e reduzir as chances de um ciclo mais intenso de cortes da taxa Selic pelo Banco Central”, conclui.

Imagem mostra economista Maykon Douglas. (Foto: Arquivo Pessoal)

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Gabriella Pinheiro

Gabriella Pinheiro

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, está sempre atenta aos temas que impactam o dia a dia da população. Começou como estagiária no Portal 6 e, com dedicação e olhar apurado, chegou à editoria. Tem interesse especial na prestação de serviços, mas não dispensa uma boa reportagem ou uma história bem contada.

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