Estudante de Goiânia tem reação surpreendente ao receber Pix de R$ 200 mil por engano

Empresário de Mato Grosso errou o DDD na hora de comprar gado e dinheiro caiu em conta que o jovem não utilizava há quatro anos

Samuel Leão Samuel Leão -
Estudante devolveu o PIX
Estudante mostrando o comprovante da devolução do PIX de R$ 200 mil. (Foto: Arquivo Pessoal)

Um estudante de enfermagem, de 25 anos, viveu uma circunstância muito incomum após um PIX errado cair em sua conta bancária. Leandro Pinheiro Silva, que atualmente reside em Goiânia, foi surpreendido com a notificação de uma transação recebida no valor de R$ 200 mil. O depósito, realizado por um empresário de Cuiabá (MT), caiu em uma conta que o jovem não movimentava há cerca de quatro anos.

Em entrevista ao portal Mais Goiás, Leandro explicou que o equívoco aconteceu por conta de um detalhe simples: o número de telefone.

O estudante ainda utiliza o DDD 65, referente ao estado de Mato Grosso, enquanto o verdadeiro destinatário da quantia, um produtor rural que venderia um rebanho de gado, possui o DDD 66.

Apenas 20 segundos após a transferência, o empresário já havia entrado em contato para relatar o erro. O caso, no entanto, ganhou contornos burocráticos e quase atrapalhou a vida do jovem.

Como Leandro recebe seguro-desemprego e a conta estava inativa, a instituição financeira bloqueou o montante automaticamente por razões de segurança.

O acesso só foi restabelecido na terça-feira (20), após uma análise do banco, permitindo que a devolução fosse finalmente concretizada.

O jovem relatou que só ficou sabendo da fortuna por meio de uma notificação de e-mail, já que o aplicativo do banco sequer estava instalado em seu celular.

Mesmo diante de uma quantia que mudaria sua vida, Leandro garantiu que em nenhum momento pensou em ficar com o dinheiro, mantendo a calma do empresário e informando-o sobre cada passo da liberação bancária.

Temendo ser penalizado pela demora na devolução, o estudante chegou a procurar a Polícia Civil (PC) para registrar um boletim de ocorrência preventivo.

No entanto, os agentes informaram que o registro não era necessário, uma vez que a intenção de devolver o valor estava clara e não configurava crime.

No fim das contas, a transação foi estornada e Leandro pôde retomar sua rotina de estudos com a consciência tranquila.

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Samuel Leão

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. É mestrando em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. Passou pela coluna Rápidas. Atualmente, é repórter especial do Portal 6.

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