A temperatura ideal do ar-condicionado para não prejudicar a saúde, segundo especialistas

Uso incorreto do ar-condicionado pode causar problemas respiratórios, dores musculares e aumento no consumo de energia, alertam especialistas

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Do banho ao ar-condicionado: dicas para economizar energia no calor
Um hábito comum na hora de ligar o aparelho pode aumentar o consumo e fazer o equipamento trabalhar mais do que precisa (Foto: Reprodução/ Vecteezy)

Com a elevação das temperaturas ao longo do verão, o uso do ar-condicionado se torna cada vez mais comum em residências, escritórios e veículos.

No entanto, apesar do alívio imediato contra o calor, regular o aparelho sem critérios técnicos pode trazer riscos à saúde e gerar consumo excessivo de energia elétrica.

Especialistas alertam que ajustar o equipamento para temperaturas muito baixas não acelera o resfriamento do ambiente.

Pelo contrário, o compressor trabalha por mais tempo, aumenta o gasto energético e sobrecarrega o sistema, além de impactar diretamente o organismo humano.

Qual a temperatura recomendada para ambientes climatizados

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a faixa de conforto térmico no verão deve ficar entre 23 °C e 26 °C. Essa recomendação considera tanto o bem-estar das pessoas quanto a eficiência do equipamento.

Em ambientes com grande circulação de pessoas ou presença intensa de máquinas, a temperatura pode operar em até 21 °C. Ainda assim, especialistas destacam que o conforto humano se mantém mais estável próximo dos 23 °C, evitando o choque térmico.

Além da temperatura, a umidade do ar precisa de atenção. A Anvisa orienta que o índice permaneça entre 40% e 65%, já que níveis mais baixos favorecem o ressecamento das vias respiratórias.

Os principais riscos do uso inadequado do ar-condicionado

Quando o aparelho funciona constantemente abaixo de 20 °C, o corpo sofre impactos progressivos.

Inicialmente, ocorre o ressecamento das mucosas do nariz e da garganta. Com isso, a capacidade natural de filtrar vírus e bactérias diminui.

Além disso, a mudança brusca entre ambientes frios e o calor externo intenso pode provocar choque térmico. Esse efeito afeta a circulação sanguínea e pode causar tonturas, queda da imunidade e mal-estar.

Doenças respiratórias como rinite, sinusite, asma e bronquite também tendem a se agravar.

Outro problema frequente envolve dores musculares, especialmente na região do pescoço e dos ombros. Já pessoas que utilizam lentes de contato relatam com mais frequência irritação e ressecamento ocular.

Como usar o ar-condicionado de forma segura e eficiente

Para reduzir riscos e economizar energia, especialistas recomendam manter o aparelho regulado em torno de 23 °C. Além disso, portas e janelas devem permanecer fechadas para evitar troca de calor com o ambiente externo.

A limpeza periódica dos filtros também é essencial. Filtros sujos acumulam poeira, fungos e bactérias, prejudicando a qualidade do ar. Sempre que possível, o uso da função “sleep” ajuda a ajustar a temperatura automaticamente durante o sono.

Para combater o ar seco, recipientes com água ou umidificadores auxiliam no equilíbrio da umidade do ambiente.

Temperatura ideal do ar-condicionado em veículos

Embora as normas da Anvisa sejam voltadas para ambientes internos, especialistas aplicam os mesmos princípios aos veículos. A temperatura recomendada no carro varia entre 22 °C e 24 °C, garantindo conforto e mantendo o condutor mais atento.

Além disso, desligar o compressor alguns minutos antes de chegar ao destino ajuda o corpo a se adaptar à temperatura externa, reduzindo o impacto térmico e contribuindo para a preservação da saúde.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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