Fim da escala 6×1: como fica a situação de quem trabalha com atendimento ao público
Mudanças discutidas para 2026 levantam dúvidas entre trabalhadores do comércio, serviços e setores que lidam diretamente com o público

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força no Brasil e deve avançar em 2026. A discussão ocorre, sobretudo, por causa dos impactos da jornada extensa na saúde física e mental dos trabalhadores.
Diante disso, profissionais que atuam com atendimento ao público passaram a questionar como a possível mudança pode afetar a rotina de trabalho.
Atualmente, a escala 6×1 permite que o funcionário trabalhe seis dias seguidos e folgue apenas um.
Por isso, esse modelo se tornou comum em setores como comércio, supermercados, farmácias, bares, restaurantes e empresas que mantêm atendimento contínuo, inclusive aos fins de semana.
O que está em discussão sobre a escala 6×1
A proposta em debate não elimina automaticamente a escala 6×1.
No entanto, ela busca limitar seu uso e estimular jornadas mais equilibradas. O objetivo principal consiste em ampliar o descanso semanal e, assim, reduzir o desgaste acumulado ao longo da semana.
Especialistas em direito do trabalho explicam que qualquer mudança precisa respeitar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Além disso, acordos coletivos firmados entre empresas e sindicatos também influenciam diretamente a aplicação das novas regras. Dessa forma, a transição tende a ocorrer de maneira gradual.
Impactos diretos para quem trabalha com atendimento ao público
No caso dos trabalhadores do atendimento ao público, o fim da escala 6×1 não implica fechamento de lojas ou paralisação de serviços.
Em vez disso, as empresas devem reorganizar as equipes e adotar escalas alternativas, como a 5×2 ou sistemas de revezamento.
Nesse formato, o empregador distribui os funcionários em turnos distintos para garantir o funcionamento diário.
Assim, enquanto um grupo descansa por mais dias, outro assume o atendimento. Inclusive, grandes redes varejistas e shopping centers já utilizam esse modelo com bons resultados.
Direitos trabalhistas seguem preservados
Mesmo com mudanças na jornada, os direitos dos trabalhadores permanecem garantidos. A legislação mantém a jornada máxima de 44 horas semanais, o pagamento de horas extras, o adicional noturno e o descanso semanal remunerado.
Além disso, o empregador precisa comunicar qualquer alteração na escala com antecedência. Portanto, a empresa não pode impor mudanças repentinas, principalmente quando envolvem fins de semana, feriados ou alterações significativas na rotina.
Papel dos acordos coletivos em 2026
Os sindicatos devem exercer papel decisivo na aplicação das novas regras. Em muitos setores, as convenções coletivas vão definir como a jornada funcionará, sempre considerando a realidade de cada atividade econômica.
Por esse motivo, especialistas orientam que trabalhadores do atendimento ao público acompanhem de perto as negociações sindicais.
Além disso, é fundamental ficar atento às comunicações internas da empresa. Em caso de dúvidas, buscar orientação do sindicato ou de um advogado trabalhista ajuda a evitar prejuízos.
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