Com mais de 6 metros de comprimento e 250 quilos, a maior cobra do mundo surpreende até cientistas

A sucuri-verde é a cobra mais pesada e forte do planeta: pode passar de 6 metros e chegar a 250 kg, com caça silenciosa na água

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Com mais de 6 metros de comprimento e 250 quilos, a maior cobra do mundo surpreende até cientistas
(Fonte: Reprodução/Freepik)

Ela não precisa de veneno para impor respeito. A sucuri-verde, considerada a cobra mais pesada e forte do mundo, domina rios e áreas alagadas da América do Sul com um corpo musculoso e uma estratégia de caça quase invisível.

O interesse científico por essa serpente cresce porque ela representa um exemplo extremo de adaptação evolutiva a ambientes aquáticos tropicais. Não é apenas tamanho: é força, eficiência e papel ecológico.

Dados reunidos em reportagem da National Geographic Brasil reforçam por que a sucuri-verde impressiona até pesquisadores. Em especial, pelo peso que algumas fêmeas conseguem alcançar e pelo modo como captura presas grandes.

Onde vive a sucuri-verde e por que esse habitat é perfeito

A sucuri-verde habita principalmente regiões de água doce ligadas às bacias dos rios Amazonas e Orinoco. São áreas com alimento abundante, vegetação densa e trechos alagados, ideais para uma espécie semiaquática.

Ela é encontrada em ambientes como rios, várzeas e florestas tropicais inundáveis. Esse cenário oferece cobertura natural e favorece a caça por emboscada, com o corpo quase todo submerso.

Além do Brasil e da Colômbia, a espécie ocorre em países como Venezuela, Peru, Bolívia e Argentina. A presença em tantos territórios mostra a capacidade de adaptação a diferentes ecossistemas tropicais.

Essa flexibilidade explica por que a sucuri-verde segue como um dos maiores símbolos da fauna sul-americana. Onde ela aparece, geralmente há um ambiente aquático rico e funcional.

Peso, dimorfismo e força: o que faz dela a “mais poderosa”

Embora não seja a cobra mais longa do planeta, a sucuri-verde se destaca pela massa corporal. Segundo dados citados na reportagem, algumas fêmeas podem chegar a cerca de 250 quilos.

Esse peso não é “volume vazio”. Ele vem acompanhado de musculatura extremamente forte, o que garante uma capacidade de constrição superior à de outras serpentes constritoras.

Outro detalhe marcante é o dimorfismo sexual: as fêmeas são muito maiores e mais robustas. Enquanto elas podem ultrapassar seis metros, os machos costumam ter aproximadamente metade desse tamanho.

A diferença está ligada à reprodução e à necessidade de as fêmeas acumularem mais energia para a gestação. No mundo da sucuri, tamanho também é estratégia de sobrevivência.

Como ela caça, mata e mantém o equilíbrio do ecossistema

A sucuri-verde não usa veneno. Ela captura a presa e envolve o corpo ao redor do animal, apertando de forma progressiva com a força da musculatura.

E a morte não acontece do jeito que muita gente imagina. Segundo especialistas citados, o principal efeito da constrição é a interrupção da circulação sanguínea, e não apenas a falta de ar.

A caça é feita em emboscada, muitas vezes dentro da água. A coloração verde-oliva com manchas escuras ajuda a serpente a ficar quase invisível até o momento do ataque, que costuma ser rápido e preciso.

A dieta inclui aves, répteis e mamíferos próximos aos rios. Após capturar, ela engole a presa inteira, usando a flexibilidade do crânio e do corpo, e atua como predadora de topo, ajudando a controlar populações e manter o equilíbrio ambiental.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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