Mega-aeroporto bilionário de R$ 1,1 bilhão deve remover centenas de moradores de suas residências

Projeto estratégico promete impulsionar turismo e economia, mas deve provocar desapropriações e mudança de famílias inteiras

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Projeto do aeroporto de grande porte promete desenvolvimento, mas levanta preocupação entre moradores afetados pela obra.
Projeto de grande porte promete desenvolvimento, mas levanta preocupação entre moradores afetados pela obra (Foto: Reprodução)

Nos próximos anos, um grande projeto de infraestrutura deve transformar a dinâmica econômica de uma região inteira.

Ao mesmo tempo, a iniciativa desperta preocupação entre moradores que vivem próximos à área escolhida para a obra, especialmente diante das mudanças previstas.

Nesse contexto, a construção do novo aeroporto exige a retirada de famílias que ocupam áreas diretamente afetadas pelo traçado da pista e pela ampliação da estrutura.

Além das residências, propriedades rurais e pequenos comércios também entram na área de impacto, o que amplia a dimensão social do projeto.

Na Colômbia, o governo conduz a implantação do Aeropuerto del Café (Aerocafé) no município de Palestina, no departamento de Caldas. Para viabilizar a obra, o país destina cerca de 828 bilhões de pesos colombianos, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Segundo autoridades locais, aproximadamente 250 famílias vivem nas áreas que a obra alcança diretamente. Por isso, o governo colombiano afirma que prepara um plano de reassentamento em um novo bairro planejado, além da oferta de indenizações temporárias para quem precisar deixar o local antes da entrega das moradias definitivas.

Além do impacto social, o aeroporto ocupa posição estratégica no desenvolvimento do chamado Eixo Cafeeiro, uma das regiões turísticas e produtivas mais relevantes do país.

Com isso, a expectativa é ampliar a conectividade aérea e estimular o fluxo de visitantes nacionais e internacionais.

Inicialmente, o projeto concentra esforços na construção da pista e das áreas operacionais. Em seguida, as próximas fases devem incluir o terminal de passageiros e a ampliação da capacidade logística da região.

Ainda assim, apesar do discurso de desenvolvimento e crescimento econômico, a remoção das famílias segue como o ponto mais sensível do projeto.

Moradores cobram, principalmente, garantias sobre prazos, valores de indenização e condições dignas durante todo o processo de reassentamento.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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