Mega-aeroporto bilionário de R$ 1,1 bilhão deve remover centenas de moradores de suas residências
Projeto estratégico promete impulsionar turismo e economia, mas deve provocar desapropriações e mudança de famílias inteiras

Nos próximos anos, um grande projeto de infraestrutura deve transformar a dinâmica econômica de uma região inteira.
Ao mesmo tempo, a iniciativa desperta preocupação entre moradores que vivem próximos à área escolhida para a obra, especialmente diante das mudanças previstas.
Nesse contexto, a construção do novo aeroporto exige a retirada de famílias que ocupam áreas diretamente afetadas pelo traçado da pista e pela ampliação da estrutura.
Além das residências, propriedades rurais e pequenos comércios também entram na área de impacto, o que amplia a dimensão social do projeto.
Na Colômbia, o governo conduz a implantação do Aeropuerto del Café (Aerocafé) no município de Palestina, no departamento de Caldas. Para viabilizar a obra, o país destina cerca de 828 bilhões de pesos colombianos, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
Segundo autoridades locais, aproximadamente 250 famílias vivem nas áreas que a obra alcança diretamente. Por isso, o governo colombiano afirma que prepara um plano de reassentamento em um novo bairro planejado, além da oferta de indenizações temporárias para quem precisar deixar o local antes da entrega das moradias definitivas.
Além do impacto social, o aeroporto ocupa posição estratégica no desenvolvimento do chamado Eixo Cafeeiro, uma das regiões turísticas e produtivas mais relevantes do país.
Com isso, a expectativa é ampliar a conectividade aérea e estimular o fluxo de visitantes nacionais e internacionais.
Inicialmente, o projeto concentra esforços na construção da pista e das áreas operacionais. Em seguida, as próximas fases devem incluir o terminal de passageiros e a ampliação da capacidade logística da região.
Ainda assim, apesar do discurso de desenvolvimento e crescimento econômico, a remoção das famílias segue como o ponto mais sensível do projeto.
Moradores cobram, principalmente, garantias sobre prazos, valores de indenização e condições dignas durante todo o processo de reassentamento.
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