Do sumiço ao desfecho trágico: veja a cronologia do caso da corretora desaparecida em Caldas Novas

Mistério que durava desde dezembro chegou ao fim nesta quarta-feira (28) com força-tarefa policial

Samuel Leão Samuel Leão -
Corretora Daiane Alves Souza está desaparecida em Caldas Novas há mais de um mês.
Corretora Daiane Alves Souza estava desaparecida em Caldas Novas há mais de um mês. (Foto: Reprodução)

O mistério que cercava o desaparecimento de uma corretora de imóveis em Caldas Novas chegou a um desfecho trágico e definitivo na manhã desta quarta-feira (28). Em uma operação conjunta, as polícias Civil (PC) de Caldas Novas e Goiânia localizaram o corpo da vítima em uma região de mata e prenderam duas pessoas suspeitas do crime.

Abaixo, o Portal 6 detalha a cronologia dos fatos, desde o sumiço aparentemente inexplicável até a descoberta do paradeiro da mulher.

O sumiço no subsolo

Tudo começou em dezembro de 2025. A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, figura conhecida na cidade, foi vista pela última vez entrando no subsolo de um prédio em Caldas Novas.

Na ocasião, ela gravou um vídeo pelo próprio celular e câmeras de segurança também registraram a entrada, mas não houve qualquer registro dela saindo do local, o que deu início a uma série de teorias e buscas incessantes por parte de familiares e amigos.

À medida que os dias passavam, detalhes sobre a vida da corretora começaram a emergir. Não era segredo que ela enfrentava uma fase conturbada, marcada por disputas judiciais.

Disputas na Justiça

Entre os processos de maior repercussão estavam embates diretos com o síndico do condomínio onde ela residia, além de denúncias recentes feitas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) que vieram a público no dia 27 de janeiro, envolvendo questões administrativas e financeiras.

De um lado, ela o denunciava por stalking, crime que envolve a perseguição reiterada. Já o homem a denunciava por violação de domicílio, por ela adentrar a sala dele após bater na porta de vidro.

Caso passa a ser visto como homicídio

No dia 17 de janeiro, o tom da investigação mudou drasticamente. Diante da falta de provas de vida e de evidências colhidas no local do desaparecimento, o caso deixou de ser tratado como um simples sumiço e passou a ser investigado como homicídio.

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) assumiu o comando, suspeitando que a vítima não teria deixado o prédio por meios próprios.

Corpo é localizado

Nesta quarta-feira (28), uma força-tarefa composta pelo GIH de Caldas Novas, o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) deflagrou a operação que pôs fim às buscas.

O corpo da corretora foi encontrado em uma área de mata nos arredores da cidade.

Simultaneamente, dois investigados foram presos, sendo eles Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira.

Conforme a polícia, a principal linha de investigação aponta para uma execução motivada pelos desentendimentos prévios que a vítima acumulava.

Os presos agora seguem à disposição do Judiciário, e a perícia trabalha no local onde o corpo foi localizado para coletar provas que ajudem a fechar o inquérito.

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Samuel Leão

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. É mestrando em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. Passou pela coluna Rápidas. Atualmente, é repórter especial do Portal 6.

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