Do sumiço ao desfecho trágico: veja a cronologia do caso da corretora desaparecida em Caldas Novas
Mistério que durava desde dezembro chegou ao fim nesta quarta-feira (28) com força-tarefa policial

O mistério que cercava o desaparecimento de uma corretora de imóveis em Caldas Novas chegou a um desfecho trágico e definitivo na manhã desta quarta-feira (28). Em uma operação conjunta, as polícias Civil (PC) de Caldas Novas e Goiânia localizaram o corpo da vítima em uma região de mata e prenderam duas pessoas suspeitas do crime.
Abaixo, o Portal 6 detalha a cronologia dos fatos, desde o sumiço aparentemente inexplicável até a descoberta do paradeiro da mulher.
O sumiço no subsolo
Tudo começou em dezembro de 2025. A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, figura conhecida na cidade, foi vista pela última vez entrando no subsolo de um prédio em Caldas Novas.
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Na ocasião, ela gravou um vídeo pelo próprio celular e câmeras de segurança também registraram a entrada, mas não houve qualquer registro dela saindo do local, o que deu início a uma série de teorias e buscas incessantes por parte de familiares e amigos.
À medida que os dias passavam, detalhes sobre a vida da corretora começaram a emergir. Não era segredo que ela enfrentava uma fase conturbada, marcada por disputas judiciais.
Disputas na Justiça
Entre os processos de maior repercussão estavam embates diretos com o síndico do condomínio onde ela residia, além de denúncias recentes feitas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) que vieram a público no dia 27 de janeiro, envolvendo questões administrativas e financeiras.
De um lado, ela o denunciava por stalking, crime que envolve a perseguição reiterada. Já o homem a denunciava por violação de domicílio, por ela adentrar a sala dele após bater na porta de vidro.
Caso passa a ser visto como homicídio
No dia 17 de janeiro, o tom da investigação mudou drasticamente. Diante da falta de provas de vida e de evidências colhidas no local do desaparecimento, o caso deixou de ser tratado como um simples sumiço e passou a ser investigado como homicídio.
O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) assumiu o comando, suspeitando que a vítima não teria deixado o prédio por meios próprios.
Corpo é localizado
Nesta quarta-feira (28), uma força-tarefa composta pelo GIH de Caldas Novas, o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) deflagrou a operação que pôs fim às buscas.
O corpo da corretora foi encontrado em uma área de mata nos arredores da cidade.
Simultaneamente, dois investigados foram presos, sendo eles Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira.
Conforme a polícia, a principal linha de investigação aponta para uma execução motivada pelos desentendimentos prévios que a vítima acumulava.
Os presos agora seguem à disposição do Judiciário, e a perícia trabalha no local onde o corpo foi localizado para coletar provas que ajudem a fechar o inquérito.
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