Mãe desabafa após corretora ser encontrada morta em Caldas Novas: ‘Brasil inteiro vê que nunca foi vilã’

Nilze Alves disse sentir nojo, raiva, revolta e "até pena" do síndico suspeito de assassinar Daiane

Natália Sezil Natália Sezil -
Nilze Alves, mãe da corretora Daiane Alves de Souza.
Nilze Alves, mãe da corretora Daiane Alves de Souza. (Foto: Alan Cassio/@alan_cassio_oficial)

Nilze Alves, mãe da corretora que foi encontrada morta após 42 dias de desaparecimento em Caldas Novas, desabafou sobre o desfecho da investigação. Reconhecendo que esperava por um final “milagroso”, com a filha de volta, ela admite que agradece por finalmente ter respostas.

Em entrevista ao jornalista Alan Cassio, Nilze contou que sente um misto de emoções em relação ao síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado Daiane Alves de Souza.

“Eu sinto um nojo dentro do meu estômago. Cada hora eu sinto uma coisa diferente. Raiva, revolta, tem hora que sinto até pena dele”, compartilhou.

Ela detalha que a última sensação se dá porque muitas pessoas o admiravam, gente “que achava que ele era um mártir, um herói”, mas que “agora vê a imagem dele passando algemado”.

Sobre o sentimento que resta em relação ao síndico, Nilze desabafa: “Não tenho explicação, não sei nem o que eu digo. E pensar que ele sabia de tudo, que ele fez tudo, é muita covardia. É muito idiota. O cara estragou a vida dele, e espero que sim”.

A filha de Daiane, de 17 anos, ficou sabendo da morte da corretora por meio da avó, que afirmou que conseguiu contar antes que as notícias chegassem.

Nilze diz que pretende voltar ao condomínio, com uma coisa em mente: “Eu quero entrar lá de cabeça erguida igual a minha filha”. Menciona situações anteriores vividas por Daiane e compartilha que “toda vez que ela era injustiçada (…) faziam de conta que não sabiam”.

O sentimento desta vez é diferente. Falando com a filha, ela desabafa: “Agora o Brasil inteiro, Daiane, está vendo o que aconteceu com você, que você nunca foi vilã, que sempre foi honesta e lutava pelas suas causas, pelo seu direito de estar aí, de ser um ser humano”. E finaliza: “É uma questão de justiça nacional”.

 

 

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Natália Sezil

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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