Ter o guarda-roupa desorganizado pode indicar estado emocional, aponta a psicologia

A forma como as roupas se acumulam no armário pode dizer mais sobre a mente do que sobre falta de tempo

Layne Brito Layne Brito -
guarda-roupa desorganizado
(Foto: Reprodução/Freepik)

Abrir o guarda-roupa e dar de cara com roupas amontoadas, cabides misturados e peças esquecidas no fundo é uma cena comum e, para muita gente, motivo de culpa.

Mas a psicologia tem uma leitura mais ampla sobre o assunto: em alguns casos, a desorganização pode refletir o estado emocional e indicar períodos de estresse, ansiedade, cansaço mental ou até uma rotina marcada por excesso de tarefas.

Isso acontece porque a organização exige energia, atenção e tomada de decisão. Quando a mente está sobrecarregada, tarefas consideradas “simples”, como dobrar roupas, separar categorias ou manter um padrão de arrumação, acabam ficando para depois.

Aos poucos, o acúmulo vira rotina e o guarda-roupa passa a funcionar como um retrato silencioso do dia a dia: quanto mais a pessoa se sente sem tempo ou sem controle, mais difícil pode ser retomar a ordem.

Outro ponto observado por especialistas é que a bagunça pode estar associada à dificuldade de desapego.

Em momentos de insegurança ou instabilidade emocional, algumas pessoas tendem a manter roupas que já não usam, seja por memória afetiva, seja por medo de precisar futuramente.

O resultado pode ser um espaço lotado, que gera mais estresse e reforça a sensação de descontrole, criando um ciclo que se retroalimenta.

Por outro lado, a psicologia também alerta para um cuidado importante: nem toda desorganização é sinal de problema emocional. Há quem simplesmente tenha um estilo mais flexível, uma rotina corrida ou pouca estrutura de armazenamento.

O que faz diferença é a frequência, a intensidade e, principalmente, como a pessoa se sente em relação a isso. Se a bagunça gera incômodo, vergonha ou sensação de incapacidade, pode ser um sinal de que algo mais profundo está pesando.

Em muitos casos, pequenas mudanças práticas ajudam a aliviar esse peso emocional. Separar o guarda-roupa por tipos de peça, reduzir o excesso, criar um lugar fixo para itens do dia a dia e reservar alguns minutos por semana para manutenção pode diminuir a sensação de caos.

Mais do que “ter tudo perfeito”, a ideia é transformar o espaço em algo funcional e confortável e não em mais uma fonte de cobrança.

No fim, o guarda-roupa pode não ser apenas um lugar de roupas, mas um reflexo do momento vivido.

E, se a desorganização estiver acompanhada de desânimo, falta de energia e dificuldade constante para cumprir tarefas básicas, pode valer a pena olhar com mais atenção para o próprio bem-estar e buscar apoio, se necessário.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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