Estudante faz o impensável e abre mão de um dos cursos mais concorridos da UFG
Artur Bernardes, de 19 anos, passou no curso considerado um dos mais concorridos da universidade, mas o considerou "superestimado".

Um dos temas mais relevantes da atualidade, a Inteligência Artificial (IA) atrai milhares de estudantes que desejam se especializar na área. Mas esse não foi o caso do estudante Artur Bernardes, jovem de 19 anos que ficou conhecido por desistir do curso de IA da UFG por considerá-lo “superestimado”.
Artur já era estudante da Universidade Federal de Goiás, matriculado no curso de Direto. Em entrevista ao Mais Goiás, ele revelou que a ideia de ir para o curso de IA veio após uma aposta feita com um amigo.
A ideia seria provar que ele havia melhorado tanto os conhecimentos na área de Matemática que seria capaz até de passar no Sisu para o curso de IA, conhecido pela altíssima concorrência e nota de corte.
A aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) veio. Artur acertou incríveis 44 das 45 questões de Matemática, e foi aprovado para o curso na UFG. Mas a matrícula como aluno nem chegou a ocorrer.
Como relatou na entrevista, ele considerou a formação aquém do que é propagado pela mídia, com uma matriz curricular deficitária no que diz respeito a programação.
“Quando você olha a grade do curso, constata que metade dela é composta por matérias de humanas e a programação muitas vezes é deixada de lado, não cumprindo as expectativas do mercado em relação a um programador ou desenvolvedor de inteligências artificiais”, disse ao Mais Goiás.
Ele ainda destaca que a falta de profundidade em matérias de programação pode ser um risco para o futuro profissional dos estudantes.
“Na área de tecnologia, o portfólio é bem mais valorizado do que o currículo, tornando em um risco a ausência de matérias que levam a programação a fundo, visto que os alunos deixarão de produzir e serão ultrapassados por concorrentes de outros cursos”, relatou.
Artur também não poupou críticas aos professores do curso. “Os professores e diretores não levam o assunto a fundo, deixando de pesquisar as particularidades do curso que o tornam deficitário. Não acredito que a fé dos alunos no futuro de IA seja cega, só acho que estão seguindo o caminho errado”, completou.
Após abrir mão da vaga no curso, Artur já está de malas prontas para São Paulo. Isso porque ele também foi aprovado em Direito na Universidade de São Paulo (USP), e seguirá os estudos na instituição paulista.
“A IA realmente vai ser dominante no futuro, mas é mais interessante fazer um curso como o de Ciências da Computação e pegar matérias optativas de inteligência artificial, ou buscar um mestrado na área”, finalizou.
Acerca das críticas ao curso de IA, o Portal 6 procurou assessoria de imprensa da UFG, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), e aguarda posicionamento.
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