As carnes proibidas e as carnes permitidas na Quaresma segundo a Igreja Católica
Período de 40 dias que antecede a Páscoa é marcado por penitência e mudanças na alimentação dos fiéis; entenda o que é permitido e o que deve ser evitado segundo a tradição católica

A Quaresma representa um dos períodos mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica.
Durante os 40 dias que antecedem a Páscoa, os fiéis intensificam práticas como oração, jejum e penitência.
Nesse contexto, surge uma das dúvidas mais frequentes:
Afinal, quais são as carnes proibidas e quais são permitidas durante a Quaresma, especialmente na Quarta-feira de Cinzas e nas sextas-feiras?
Por que a Igreja Católica restringe o consumo de carne na Quaresma?
A Igreja adota essa prática como forma de penitência e sacrifício.
Além disso, a tradição relembra os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto em jejum.
Por isso, os católicos encaram a abstinência de carne como um gesto concreto de renúncia e reflexão espiritual.
Mais do que uma simples regra alimentar, a prática convida à conversão interior.
De acordo com o Código de Direito Canônico, os fiéis devem se abster de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Além dessas datas, todas as sextas-feiras da Quaresma também são tradicionalmente dias de abstinência.
Quais carnes são proibidas na Quaresma?
Nos dias de abstinência, a Igreja orienta que os fiéis evitem o consumo de carnes de animais de sangue quente.
Assim, entram nessa restrição:
- Carne bovina
- Carne suína
- Carne de frango
- Carne de cordeiro
- Carnes vermelhas e brancas de mamíferos e aves em geral
Em resumo, a norma inclui qualquer tipo de carne proveniente desses animais.
Quais carnes são permitidas?
Por outro lado, a Igreja permite o consumo de peixes e frutos do mar.
Dessa forma, os fiéis podem consumir:
- Peixes
- Frutos do mar, como camarão, lula, polvo e mariscos
- Outros animais aquáticos
Inclusive, a tradição de comer peixe na Sexta-feira Santa se consolidou justamente por causa dessa permissão.
O jejum é obrigatório para todos?
Além da abstinência de carne, a Igreja também orienta os fiéis a praticarem o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Nesse caso, o jejum consiste em realizar apenas uma refeição principal ao longo do dia, permitindo-se ainda duas pequenas refeições leves.
As normas do jejum valem para pessoas entre 18 e 59 anos. Já a abstinência de carne se aplica a partir dos 14 anos.
Entretanto, idosos, gestantes e pessoas com problemas de saúde não precisam seguir essas determinações.
E quem não cumpre?
Ainda assim, a Igreja reforça que o principal objetivo da Quaresma não se limita à alimentação.
Na verdade, os fiéis devem priorizar a dimensão espiritual do período.
A abstinência funciona como um sinal externo de uma mudança interior.
Portanto, caso alguém não consiga cumprir a regra alimentar, pode substituí-la por outro gesto concreto de penitência, como obras de caridade, oração mais intensa ou ações solidárias.
Mais do que alimentação
Em síntese, a Quaresma prepara os cristãos para a Páscoa por meio da reflexão, do arrependimento e da renovação da fé.
Assim, a abstinência de carne não representa apenas uma restrição alimentar, mas sim um convite à disciplina, ao autoconhecimento e ao crescimento espiritual.
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