Esqueça caminhada e corrida: o melhor exercício para quem tem mais de 45 anos

Atividade combina queima de gordura, proteção das articulações e melhora do humor — tudo em apenas 30 minutos

Isabella Victória -
Esqueça caminhada e corrida: o melhor exercício para quem tem mais de 45 anos
(Foto: Reprodução/Freepik)

Depois dos 45, muita gente acredita que a única forma de queimar gordura é caminhar longas distâncias ou enfrentar a esteira.

No entanto, existe uma alternativa mais dinâmica, menos monótona e igualmente eficiente — que, além de trabalhar o corpo, ainda fortalece a mente.

A dança vem ganhando espaço como um dos exercícios mais completos para essa fase da vida.

Ela une movimento cardiovascular, coordenação, prazer e constância.

E, justamente por ser envolvente, aumenta as chances de se tornar um hábito duradouro.

Por que a dança funciona tão bem após os 45?

Com o avanço da idade, o corpo passa por mudanças naturais, como redução gradual da massa muscular e do metabolismo.

Por isso, escolher atividades que elevem a frequência cardíaca sem sobrecarregar as articulações faz toda a diferença.

A dança cumpre esse papel.

Movimentos ritmados elevam os batimentos cardíacos e estimulam a queima calórica sem o impacto repetitivo típico da corrida.

Além disso, diretrizes internacionais recomendam cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada — e duas ou três aulas de dança por semana já ajudam a alcançar essa meta.

Outro benefício importante é o emocional.

A música, os ritmos variados e a sensação de evolução contribuem para melhorar o humor, reduzir o estresse e aumentar a disposição no dia a dia.

Como a dança ajuda na queima de gordura?

A queima calórica está diretamente ligada à frequência cardíaca.

Quanto mais o coração trabalha dentro de uma faixa segura, maior o gasto energético.

Uma forma simples de estimar a frequência cardíaca máxima é usar a fórmula: 220 menos a idade.

Aos 45 anos, por exemplo, o valor estimado é 175 batimentos por minuto.

Dessa forma, a zona ideal para treino moderado fica entre 50% e 85% desse número.

Durante uma aula estruturada de dança, é possível atingir esses níveis de forma natural, especialmente quando há variação de intensidade ao longo da música.

Em sessões mais animadas, o gasto calórico pode se aproximar — ou até superar — o de uma caminhada prolongada, com a vantagem de ser mais estimulante.

Estrutura simples para começar

Não é preciso horas disponíveis para obter resultados. Uma sessão de 30 minutos já é suficiente quando bem organizada:

  • Aquecimento (5 minutos): marcha leve no lugar, movimentos de braços e quadris.
  • Parte principal (20 minutos): alternar ritmos moderados com picos curtos de intensidade.
  • Recuperação (3 minutos): passos mais lentos para normalizar a respiração.
  • Alongamento (2 minutos): foco em pernas, lombar e quadris.

Praticar essa rotina três vezes por semana já promove ganhos visíveis ao longo das semanas.

O papel da força e da natação

Embora a dança seja excelente para o coração e para o humor, combinar a atividade com exercícios de força é fundamental para preservar a massa muscular.

Agachamentos controlados, exercícios com peso moderado ou treinos funcionais ajudam a manter o metabolismo ativo.

Já a natação surge como opção complementar de baixo impacto, fortalecendo o corpo sem exigir esforço excessivo das articulações.

Por isso, a combinação ideal envolve dança para o condicionamento cardiovascular e exercícios de força para manutenção muscular.

Como acompanhar o progresso

Relógios esportivos, monitores de frequência cardíaca ou aplicativos de treino ajudam a acompanhar a intensidade e o gasto calórico.

No entanto, os números devem servir como guia — não como obsessão.

O mais importante é manter regularidade, sentir evolução na resistência e perceber melhorias no bem-estar geral.

Mais que exercício, uma mudança de rotina

Para quem tem mais de 45 anos, a dança oferece algo que vai além da estética.

Ela promove saúde cardiovascular, ajuda no controle do peso, melhora a postura e reduz o estresse.

Com uma playlist animada e, se possível, companhia, a atividade deixa de ser obrigação e se transforma em momento prazeroso.

No fim das contas, talvez o melhor exercício não seja o mais tradicional — mas sim aquele que você consegue manter com constância e alegria.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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