Mulher constrói casa sozinha, sem tijolo nem concreto, e surpreende pela resistência à chuva e ao sol

Projeto feito com blocos de espuma de poliestireno e gesso mostra que é possível construir casa resistente sem tijolo e sem concreto tradicional

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Mulher faz construção de casa sozinha, sem tijolo nem concreto
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/AKLA GELEN)

Enquanto muitos associam a construção civil tradicional ao barulho de betoneiras e ao peso do concreto armado, uma iniciativa silenciosa mostrou que há outros caminhos possíveis na construção alternativa.

Sozinha, no próprio quintal, uma mulher decidiu construir uma casa sem tijolo e sem concreto, utilizando apenas blocos de espuma de poliestireno, gesso e reforços estruturais simples — sem equipe especializada e com foco em obra leve e de baixo custo.

O que começou como uma experiência ousada rapidamente se transformou em um exemplo prático de casa construída com poliestireno expandido (EPS), chamando atenção como modelo de moradia econômica e sustentável.

O terreno foi nivelado manualmente, com fundação básica e planejamento cuidadoso, seguindo princípios de construção residencial simples.

No lugar dos tradicionais blocos cerâmicos, entraram painéis leves de espuma de poliestireno, fáceis de transportar e posicionados com encaixe preciso — característica comum em sistemas de construção modular leve.

A fragilidade aparente do material logo deu lugar a uma estrutura surpreendentemente firme, reforçando o debate sobre casa de espuma resistente à chuva e ao sol.

O segredo não estava apenas na espuma de poliestireno, mas no sistema de proteção aplicado sobre ela, essencial para garantir durabilidade na construção com EPS.

Cada etapa da montagem era seguida por camadas de gesso reforçado. Em pontos estratégicos, uma malha estrutural foi incorporada para aumentar a resistência e evitar fissuras, ampliando a segurança estrutural da casa de baixo custo.

A cobertura exigiu atenção especial. Antes da instalação das placas superiores, a estrutura foi preparada para garantir sustentação adequada ao telhado, respeitando critérios básicos da engenharia civil em construções leves.

A exposição direta ao clima poderia comprometer o material, por isso a proteção foi planejada desde o início, assegurando maior resistência à umidade e à radiação solar.

Nada foi improvisado. Cada escolha considerou as limitações e as potencialidades do material, fortalecendo o conceito de construção barata e eficiente.

Ao final de dias de trabalho intenso, o espaço ganhou cozinha funcional, banheiro estruturado e acabamento externo que não revela, à primeira vista, o uso de espuma de poliestireno na base — um exemplo prático de inovação na construção civil.

Tudo foi documentado no YouTube, e o processo pode ser visto na íntegra:

Mais do que uma construção, o projeto se tornou um questionamento concreto — ou melhor, sem concreto — sobre como inovar na construção civil com materiais alternativos, leves e acessíveis.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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