Entenda por que supermercados não vão abrir mais aos domingos neste estado
Mudança mexe com a rotina de compras e coloca em debate descanso semanal, mercado de trabalho e o funcionamento do varejo

O domingo, para muita gente, é o dia clássico de resolver pendências e encher o carrinho para a semana começar organizada. Mas, em um estado brasileiro, essa cena está prestes a virar exceção.
A partir de março, supermercados e estabelecimentos semelhantes deixarão de abrir as portas aos domingos, provocando impacto direto na vida do consumidor e forçando o setor a repensar horários, escala de funcionários e fluxo de atendimento.
A mudança começa no Espírito Santo, onde supermercados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica passarão a permanecer fechados aos domingos.
A decisão não nasce de uma nova lei, mas de um acordo firmado entre representantes de trabalhadores e empregadores do setor. Além de supermercados, a norma inclui hipermercados, atacados, atacarejos, mercearias, hortifrutis e lojas de materiais de construção.
A proposta é ampliar o descanso semanal, reduzir o desgaste das jornadas dominicais e enfrentar a dificuldade de manter equipes completas nesses dias.
Na prática, o fechamento dominical tende a reorganizar o hábito de consumo. Quem costumava comprar no domingo deverá antecipar as compras para o sábado ou distribuir ao longo da semana.
Para o comércio, isso pode significar mudanças na logística de reposição, adaptação de ofertas e redistribuição do movimento para outros dias, com possível aumento de fluxo nas vésperas do fim de semana.
A medida também reacende um debate frequente: até que ponto o funcionamento contínuo do comércio impacta a qualidade de vida dos trabalhadores.
Em alguns países europeus, o fechamento aos domingos é tradição e regra consolidada, com foco na preservação do descanso.
No Brasil, porém, o domingo é considerado estratégico para as vendas e para consumidores que trabalham em horário comercial.
Como se trata de uma experiência com prazo para avaliação, o tema ainda deve gerar discussões entre empresários, sindicatos e clientes.
O impacto real só será percebido na rotina das cidades, quando consumidores e comerciantes ajustarem seus hábitos a uma nova realidade no varejo.
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