Parece exagero, mas é real: a família real do Qatar tem frota de até 12 jatos avaliados em mais de R$ 2 bilhões e escada rolante de ouro

Com até 12 aeronaves, incluindo modelos que superam US$ 400 milhões, Qatar Amiri Flight garante autonomia global ao Emir e à família Al Thani

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A família real do Qatar tem frota de até 12 jatos avaliados em mais de R$ 2 bilhões
(Imagem: Ilustrações/Captura de tela/YouTube/CGTN)

Quando o assunto é deslocamento oficial, o Qatar não depende de voos comerciais nem de agendas adaptadas a terceiros.

O país mantém uma das estruturas aéreas estatais mais sofisticadas do mundo por meio da Qatar Amiri Flight, divisão responsável pelo transporte do Emir e da família Al Thani em compromissos internacionais.

A operação vai muito além do luxo: trata-se de uma engrenagem estratégica voltada à autonomia e à projeção de poder.

A frota ativa reúne entre 10 e 12 aeronaves, distribuídas em categorias que atendem a diferentes necessidades diplomáticas.

Entre elas estão aviões de grande porte para rotas intercontinentais, jatos executivos de ultra longo alcance e aeronaves corporativas destinadas a missões regionais.

Um dos destaques é o Boeing 747-8 BBJ, modelo que pode ultrapassar US$ 400 milhões apenas no valor de aquisição, antes mesmo das customizações internas, que acrescentam dezenas de milhões de dólares conforme o nível de personalização.

Já o Gulfstream G700, referência entre jatos executivos de última geração, tem preço estimado entre US$ 75 e 80 milhões.

A lógica da frota é garantir autonomia intercontinental. Os aviões de grande porte permitem voos diretos entre Doha e centros como Washington, Pequim e Londres, sem escalas.

Já os jatos executivos asseguram agilidade em compromissos multilaterais, enquanto aeronaves menores atendem a deslocamentos regionais.

Recentemente, um detalhe visual chamou a atenção: uma escada rolante externa com acabamento dourado, utilizada em desembarques oficiais, banhada a ouro.

Mais do que ostentação, a estratégia reflete uma escolha política. Controlar a própria infraestrutura de deslocamento reduz vulnerabilidades logísticas e amplia a margem de manobra diplomática.

No cenário geopolítico atual, autonomia operacional não é apenas conforto — é instrumento de poder.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.