Antes de viajar, veja 9 lugares para não ir em 2026

Destinos antes tranquilos enfrentam superlotação, alta nos aluguéis e degradação ambiental impulsionadas pelas redes sociais

Gabriel Dias Gabriel Dias -
O lugar mais seco do planeta quase não vê chuva há séculos
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Scenic Relaxation)

Uma imagem perfeita nas redes sociais pode motivar pessoas a viajar, e terminar transformando um vilarejo tranquilo em um destino superlotado.

O fenômeno do overtourism — quando o número de visitantes ultrapassa a capacidade de uma região — tem provocado crises habitacionais, degradação ambiental e tensão entre moradores e turistas.

Dados da Phocuswright, empresa líder em pesquisa de turismo, indicam que cerca de 75% das escolhas de viagem são influenciadas pelas redes sociais.

O impacto é visível: em Funes, nos Alpes italianos, a viralização da imagem de uma igreja do século XV resultou em congestionamentos, acúmulo de lixo e invasões de propriedades privadas.

Na Albânia, que já ultrapassou 10 milhões de turistas, o crescimento acelerado pressionou a infraestrutura e elevou diárias em até 400%. Em bairros da Cidade do México, a chegada de nômades digitais fez o aluguel superar o salário médio local.

O problema se repete em vários continentes. Veja destinos que já operam no limite:

Ksamil (Albânia)

A expansão turística foi muito superior à capacidade de gestão de resíduos e saneamento, gerando impactos ambientais e danos aos ecossistemas marinhos, além da alta nos preços para moradores locais.

Tromsø (Noruega)

O aeroporto já opera acima da capacidade, impulsionado pelo turismo da aurora boreal, e o governo implementou taxas adicionais sobre pernoites e cruzeiros para tentar equilibrar a infraestrutura.

Milos (Grécia)

A cobrança de taxas climáticas e de desembarque busca conter o fluxo excessivo de visitantes, especialmente durante o verão, quando a pressão sobre os recursos naturais se intensifica.

Kanazawa (Japão)

O transporte público fica frequentemente saturado e a cidade enfrenta aumento de demanda após a flexibilização de vistos, afetando diretamente a rotina dos moradores.

Ilhas Gili e Bali (Indonésia)

A escassez de água doce e a degradação dos recifes de corais são agravadas pelo excesso de visitantes e pela gestão insuficiente de resíduos.

Hallstatt (Áustria)

O limite diário de ônibus turísticos foi adotado após protestos de moradores que reclamavam da superlotação e da perda de privacidade.

Antártida

O recorde de 122 mil visitantes reacendeu debates sobre o impacto ambiental em ecossistemas frágeis e os riscos à vida selvagem.

Ilhas Canárias (Espanha)

Com 16 milhões de visitantes, o arquipélago discute restrições à compra de imóveis por estrangeiros devido à crise habitacional.

Funes (Itália)

O acesso foi restrito, com multas e proibição de drones, para preservar a comunidade e conter o turismo descontrolado.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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