Antes de viajar, veja 9 lugares para não ir em 2026
Destinos antes tranquilos enfrentam superlotação, alta nos aluguéis e degradação ambiental impulsionadas pelas redes sociais

Uma imagem perfeita nas redes sociais pode motivar pessoas a viajar, e terminar transformando um vilarejo tranquilo em um destino superlotado.
O fenômeno do overtourism — quando o número de visitantes ultrapassa a capacidade de uma região — tem provocado crises habitacionais, degradação ambiental e tensão entre moradores e turistas.
Dados da Phocuswright, empresa líder em pesquisa de turismo, indicam que cerca de 75% das escolhas de viagem são influenciadas pelas redes sociais.
O impacto é visível: em Funes, nos Alpes italianos, a viralização da imagem de uma igreja do século XV resultou em congestionamentos, acúmulo de lixo e invasões de propriedades privadas.
Na Albânia, que já ultrapassou 10 milhões de turistas, o crescimento acelerado pressionou a infraestrutura e elevou diárias em até 400%. Em bairros da Cidade do México, a chegada de nômades digitais fez o aluguel superar o salário médio local.
O problema se repete em vários continentes. Veja destinos que já operam no limite:
Ksamil (Albânia)
A expansão turística foi muito superior à capacidade de gestão de resíduos e saneamento, gerando impactos ambientais e danos aos ecossistemas marinhos, além da alta nos preços para moradores locais.
Tromsø (Noruega)
O aeroporto já opera acima da capacidade, impulsionado pelo turismo da aurora boreal, e o governo implementou taxas adicionais sobre pernoites e cruzeiros para tentar equilibrar a infraestrutura.
Milos (Grécia)
A cobrança de taxas climáticas e de desembarque busca conter o fluxo excessivo de visitantes, especialmente durante o verão, quando a pressão sobre os recursos naturais se intensifica.
Kanazawa (Japão)
O transporte público fica frequentemente saturado e a cidade enfrenta aumento de demanda após a flexibilização de vistos, afetando diretamente a rotina dos moradores.
Ilhas Gili e Bali (Indonésia)
A escassez de água doce e a degradação dos recifes de corais são agravadas pelo excesso de visitantes e pela gestão insuficiente de resíduos.
Hallstatt (Áustria)
O limite diário de ônibus turísticos foi adotado após protestos de moradores que reclamavam da superlotação e da perda de privacidade.
Antártida
O recorde de 122 mil visitantes reacendeu debates sobre o impacto ambiental em ecossistemas frágeis e os riscos à vida selvagem.
Ilhas Canárias (Espanha)
Com 16 milhões de visitantes, o arquipélago discute restrições à compra de imóveis por estrangeiros devido à crise habitacional.
Funes (Itália)
O acesso foi restrito, com multas e proibição de drones, para preservar a comunidade e conter o turismo descontrolado.
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