Advogado explica como brasileiros com CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0 podem checar se o documento não está sendo usado por criminosos

Ferramentas gratuitas permitem que brasileiros descubram se criminosos estão usando seus dados para abrir contas, contratar dívidas ou aplicar golpes

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Brasileiros com CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9
(Foto: Captura de tela/Youtube)

O uso indevido de dados pessoais cresce no Brasil. Golpistas utilizam informações como CPF, nome e até fotos para abrir contas, contratar serviços ou aplicar fraudes.

Por isso, especialistas recomendam verificações periódicas para identificar possíveis irregularidades.

Segundo o advogado João Victor Marcussi Barbosa, algumas ferramentas gratuitas permitem descobrir rapidamente se alguém utiliza seus dados sem autorização.

As orientações foram divulgadas pelo especialista em conteúdos nas redes sociais. Mais informações aparecem no Instagram @joaomarcussi.adv.

Além disso, o advogado explica que essas consultas ajudam a evitar problemas sérios, como dívidas indevidas ou envolvimento involuntário em crimes.

Consulta de chips registrados no CPF pela Anatel

Primeiramente, o cidadão pode verificar quantos números de celular estão vinculados ao CPF.

Para isso, basta acessar o sistema de consulta pré-pago da Anatel. A ferramenta mostra todas as linhas cadastradas no documento.

Caso apareça algum número desconhecido, o usuário deve procurar a operadora imediatamente.

Assim, a pessoa consegue identificar possíveis fraudes antes que criminosos utilizem a linha em golpes.

Registrato permite consultar contas e empréstimos

Além disso, outra ferramenta importante é o Registrato, serviço oferecido pelo Banco Central.

Por meio desse sistema, o cidadão consegue verificar contas bancárias, empréstimos e financiamentos vinculados ao CPF.

Se aparecer alguma informação desconhecida, o usuário deve investigar a situação.

Nesse caso, especialistas recomendam entrar em contato com a instituição financeira e registrar contestação.

Redesim ajuda a proteger o CPF contra empresas falsas

Outra medida importante envolve o uso da Redesim.

Esse sistema permite ativar uma proteção que impede o uso do CPF na abertura de empresas.

Assim, o cidadão reduz o risco de criminosos utilizarem seus dados para criar empresas laranja ou negócios fraudulentos.

Portanto, essa ferramenta funciona como uma camada adicional de segurança para o documento.

Busca por imagem pode revelar perfis falsos

Além das consultas financeiras, também é possível verificar o uso indevido de fotos pessoais.

Plataformas como FaceCheck.ID permitem realizar buscas por imagem na internet.

Dessa forma, o usuário consegue descobrir se alguém utiliza sua foto em perfis falsos ou golpes digitais.

Caso encontre algum perfil suspeito, a recomendação é denunciar a conta imediatamente.

Consulta de protestos ajuda a identificar dívidas desconhecidas

Por fim, o cidadão também pode verificar protestos em cartório vinculados ao CPF.

Essa consulta mostra se alguma dívida foi registrada no nome da pessoa sem que ela saiba.

Se surgir algum registro desconhecido, o consumidor deve buscar esclarecimentos junto ao cartório ou à empresa responsável.

Assim, ele pode agir rapidamente para evitar problemas financeiros maiores.

Especialista recomenda checagens periódicas

Segundo o advogado João Victor Marcussi Barbosa, realizar essas consultas regularmente ajuda a evitar prejuízos.

Além disso, o monitoramento frequente permite identificar fraudes antes que elas causem impactos maiores.

O advogado atua na área de redução de dívidas e defesa do executado e compartilha orientações jurídicas em seu Instagram @joaomarcussi.adv.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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