A caminho de Atlântida? Cientistas descobrem ‘estrada de tijolos amarelos’ intacta no fundo do Oceano Pacífico

Formação geológica encontrada próximo ao Havaí cria ilusão de uma estrada pavimentada a milhares de metros de profundidade

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Cientistas descobrem 'estrada de tijolos amarelos' intacta no fundo do Oceano Pacífico
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/EVNautilus)

Uma formação rochosa incomum descoberta no fundo do Oceano Pacífico chamou a atenção de cientistas por lembrar uma estrada pavimentada.

O fenômeno foi registrado durante uma expedição científica que investigava a cordilheira submarina Liliʻuokalani, localizada ao norte das Ilhas Havaianas.

A descoberta ocorreu em uma área protegida dentro do Papahānaumokuākea Marine National Monument, uma das maiores reservas marinhas do planeta.

A estrutura foi identificada a milhares de metros de profundidade durante uma missão do navio de pesquisa Nautilus, operado pelo Ocean Exploration Trust.

As imagens mostram blocos amarelados com fraturas quase ortogonais, organizados de forma que lembram um caminho pavimentado.

O padrão visual levou pesquisadores a apelidarem o fenômeno de “estrada de tijolos amarelos no oceano”.

O registro foi feito por um veículo subaquático operado remotamente, que transmitiu as imagens em tempo real para a equipe de cientistas a bordo.

Durante a observação, os pesquisadores demonstraram surpresa com o padrão regular encontrado em um ambiente normalmente associado a formações irregulares.

A formação apareceu no topo de um monte submarino e revelou o leito de um antigo lago que hoje está submerso.

No local, o solo apresentava fraturas retas e contínuas que se cruzavam em ângulos próximos de 90 graus, criando a aparência de blocos alinhados semelhantes a um pavimento.

Apesar da aparência organizada, os cientistas reforçam que o fenômeno tem origem totalmente natural.

A estrutura é composta por rocha hialoclastítica, formada quando lava quente entra em contato direto com a água do mar.

Esse choque térmico provoca resfriamento rápido e gera tensões internas na rocha. Com o passar do tempo, essas tensões criam fraturas regulares que podem se organizar em padrões geométricos, produzindo o efeito visual observado no fundo do oceano.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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