A vila charmosa de apenas 1 km construída no topo de um penhasco
Entre rios e montanhas, um pequeno povoado europeu desafia a geografia ao permanecer erguido sobre rochas milenares

Entre as paisagens mais impressionantes da Catalunha, na Espanha, um pequeno povoado chama a atenção por sua localização incomum.
A vila de Castellfollit de la Roca foi construída sobre um estreito penhasco de origem vulcânica com cerca de 50 metros de altura e pouco mais de um quilômetro de extensão.
Com menos de mil habitantes, o local se tornou um dos cenários urbanos mais singulares da Europa, atraindo visitantes interessados em sua geografia e em sua história.
A formação rochosa que sustenta o vilarejo surgiu após processos vulcânicos e erosivos ocorridos há centenas de milhares de anos.
O penhasco é composto por camadas de basalto originadas de antigos fluxos de lava associados a erupções vulcânicas da região.
Ao longo do tempo, os rios Fluvià e Toronell esculpiram a paisagem ao redor, deixando a estrutura elevada que hoje sustenta as construções.
O resultado é uma muralha natural escura que se projeta sobre o vale e cria uma das paisagens mais fotografadas da região.
O povoamento do local começou por volta da Idade Média, aproximadamente há mil anos. Registros históricos indicam que a presença humana se consolidou após a construção da Igreja de São Salvador, no século XIII.
A partir desse período, trabalhadores e moradores passaram a ocupar o topo do penhasco e ergueram casas, pequenas lojas e edifícios comunitários. Muitas dessas construções foram feitas com o próprio basalto extraído da região, o que faz com que as edificações pareçam integrar-se naturalmente à rocha.
Ao longo do século XX, novos marcos urbanos surgiram na vila, como a torre do relógio localizada na Praça de São Roque, inaugurada em 1925 após uma promessa política cumprida.
Atualmente, Castellfollit de la Roca mantém seu caráter histórico e se tornou um destino turístico importante dentro do Parque Natural da Zona Vulcânica da Garrotxa.
Visitantes percorrem suas ruas estreitas, mirantes e trilhas ao redor do penhasco para observar de perto um dos exemplos mais curiosos de adaptação humana à geografia natural.
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