Mais de 30 postos de gasolina são autuados pelo Procon após aumento injustificado no preço do combustível

Procon intensifica fiscalizações após denúncias de reajustes abruptos e autua 32 postos por aumento considerado injustificado no preço da gasolina

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Mais de 30 postos de gasolina são autuados pelo Procon
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A escalada repentina no preço da gasolina em postos do Recife chamou a atenção de consumidores e das autoridades de defesa do consumidor nos últimos dias.

Após diversas denúncias sobre aumentos considerados fora do padrão, o Procon municipal intensificou as fiscalizações e encontrou irregularidades em vários estabelecimentos da capital pernambucana.

Na mais recente operação, realizada na sexta-feira (13), o Procon Recife autuou mais dez postos de combustíveis por aumento considerado injustificado no preço da gasolina.

Com isso, o número total de estabelecimentos notificados pelo órgão chegou a 32 desde o início da fiscalização.

As ações começaram após consumidores relatarem reajustes repentinos no valor do combustível. Em alguns locais, o litro da gasolina comum chegou a ser vendido por até R$ 7,78, valor significativamente superior à média registrada anteriormente.

Este foi o terceiro dia consecutivo de fiscalizações realizadas pelo órgão. Desta vez, as equipes vistoriaram postos localizados nos bairros de São José e Boa Vista, na região central da cidade, além de Benfica, Madalena e Ilha do Retiro, na Zona Oeste do Recife.

Segundo o Procon, os estabelecimentos autuados terão prazo de três dias úteis para apresentar defesa.

Após a análise das justificativas, caso seja confirmada a irregularidade, os postos poderão sofrer penalidades administrativas, incluindo multas previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, entre 1º de março e o último sábado (7), o preço médio da gasolina na capital pernambucana era de R$ 6,66.

Mesmo assim, alguns postos elevaram o valor em quase R$ 1, sem que houvesse aumento anunciado pela Petrobras — que, segundo a própria estatal, havia promovido uma redução no preço em janeiro.

Representantes do setor, por outro lado, afirmam que os reajustes teriam sido motivados por mudanças praticadas pelas distribuidoras.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis) argumenta que fatores como a cotação internacional do petróleo e variações cambiais influenciam diretamente os preços.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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