Cão comunitário atacado com líquido quente em Goiânia sofre piora e tem infecção generalizada

Animal luta pela vida após sofrer queimaduras de terceiro grau e ficar em "carne viva"

Natália Sezil -
Cão comunitário Johnny está com infecção generalizada.
Cão comunitário Johnny está com infecção generalizada. (Foto: Reprodução/@dra.anaps)

O cão comunitário Johnny, que foi atacado com líquido quente enquanto dormia em Goiânia, sofreu uma piora no quadro clínico. Nesta sexta-feira (20), a veterinária responsável explicou que o animal está com infecção generalizada.

O cachorro teve quase 50% do corpo queimado, o que causou episódios de febre desde o resgate. A condição já indicava a possibilidade de sepse, que é provável em quadros semelhantes e acabou por ser confirmada.

A profissional Ana Paula Freires detalhou, por meio das redes sociais, que Johnny teve oscilações ao longo do dia. Ele chegou a apresentar melhora durante a manhã, mas a condição voltou a piorar no final da tarde. Com isso, o cão precisou do suporte de oxigênio.

Ele conseguiu se estabilizar, voltando a comer e beber água. Ainda assim, os exames constataram a infecção generalizada, que aumenta o risco de óbito.

A veterinária afirmou que as medicações já foram atualizadas. “Agora vamos acompanhar como vai ser a evolução clínica dele”, disse. “Apesar de ele estar mais ativo e mais espertinho, passou um susto na gente”.

Em tempo

Câmeras de segurança registraram quando a idosa Cacilda Ferreira de Almeida despejou um líquido sobre Johnny enquanto ele descansava em uma calçada do Setor Castelo Branco, em Goiânia.

O caso aconteceu em 05 de março, mas ganhou repercussão depois que a perícia técnica confirmou as queimaduras de terceiro grau e divulgou as imagens, no último domingo (15). As lesões deixaram o tecido em carne viva.

A suspeita, inicialmente, negou a prática do crime. A versão dela era de que realizava a limpeza da calçada, usando uma mistura contendo água sanitária, e que havia atingido o cão acidentalmente.

A idosa, depois, confessou a ação e disse estar arrependida do que fez. Segundo o advogado Washington Soares, que a representa, ela não teria entendido a gravidade da prática por conta da idade avançada e da falta de conhecimento formal.

 

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Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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