Advogada explica: como repassar imóveis para os filhos sem precisar de inventário
Estratégia de doação em vida com cláusulas específicas permite organizar o patrimônio e evitar conflitos familiares

Muitas pessoas acreditam que a única forma de transferir um imóvel para os filhos ocorre após a morte, por meio de inventário. No entanto, a legislação brasileira permite outra alternativa: a doação em vida com planejamento adequado.
De acordo com orientações da advogada Simone Calili (@simonecaliliadv), essa estratégia pode evitar a necessidade de inventário sobre o imóvel doado. Além disso, ela ajuda a organizar o patrimônio ainda em vida e reduzir conflitos entre herdeiros.
Como funciona a doação de imóvel em vida
A doação em vida exige um processo formal. O primeiro passo envolve a realização de uma escritura pública em cartório de notas. Nesse documento, o proprietário define quem receberá o imóvel, geralmente filhos ou herdeiros.
Outro ponto importante envolve a inclusão de cláusulas de proteção. Essas regras garantem segurança jurídica tanto para quem doa quanto para quem recebe o bem.
Cláusulas que garantem segurança jurídica
Entre as principais cláusulas utilizadas nesse tipo de planejamento estão:
- Usufruto vitalício: permite que os pais continuem morando ou utilizando o imóvel enquanto viverem
- Incomunicabilidade: impede que o bem seja dividido em caso de divórcio dos filhos
- Inalienabilidade: restringe a venda do imóvel sem autorização ou condições específicas
Essas cláusulas protegem o patrimônio e evitam que o imóvel seja perdido ou dividido de forma indesejada.
Por que o planejamento é essencial
A simples doação de um imóvel, sem estrutura jurídica adequada, pode gerar problemas. Entre eles estão disputas familiares, questionamentos no inventário e até a anulação do ato pela Justiça.
Por isso, especialistas reforçam que o planejamento patrimonial vai além da transferência do bem. Ele envolve a análise de cenários futuros e a criação de mecanismos de proteção para toda a família.
Com a estrutura correta, a doação em vida se torna uma ferramenta eficaz. Ela permite antecipar a sucessão, reduzir burocracias e trazer mais segurança jurídica para pais e filhos.
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