Fim da escala 6×1: como fica a situação de quem trabalha com atendimento ao público

Discussões recentes no Congresso e no Governo indicam avanço da proposta, mas setores que dependem de funcionamento contínuo ainda enfrentam incertezas

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Fim da escala 6×1: como fica a situação de quem trabalha com atendimento ao público
(Foto: Reprodução)

O debate sobre o fim da escala 6×1 avançou nas últimas semanas no Brasil e passou a ganhar contornos mais concretos dentro do Congresso Nacional e do Governo Federal. A proposta, que prevê dois dias de descanso por semana, ainda não foi aprovada, mas já influencia diretamente setores como comércio e serviços, onde o atendimento ao público é essencial.

Um dos principais avanços ocorreu com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/25, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e segue em análise no Legislativo. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, com dois dias de folga obrigatórios.

Ao mesmo tempo, o governo federal reforçou que considera viável reduzir a jornada para 40 horas semanais como primeiro passo para extinguir o modelo 6×1. A ideia é construir a mudança por meio de negociações coletivas entre empresas e trabalhadores, respeitando as características de cada setor.

Na prática, isso significa que o fim da escala não deve acontecer de forma imediata ou uniforme. Para quem trabalha com atendimento ao público, como vendedores, caixas e atendentes, a tendência é de uma transição gradual, com reorganização das escalas.

Esses profissionais estão entre os mais impactados pela possível mudança, já que a escala 6×1 é predominante em atividades que funcionam todos os dias. Caso a proposta avance, empresas precisarão ampliar equipes ou redistribuir jornadas para manter o funcionamento contínuo.

Especialistas apontam que setores como varejo, supermercados e gastronomia podem enfrentar maior dificuldade na adaptação, principalmente pelo aumento de custos com contratações e necessidade de cobertura de turnos.

Por outro lado, trabalhadores tendem a ser os principais beneficiados, com mais tempo de descanso e melhora na saúde física e mental. O tema ganhou força nacional após mobilização popular e pressão social, que transformaram a pauta em prioridade política para 2026.

Apesar do avanço, a proposta ainda precisa passar por votações no plenário do Senado e da Câmara dos Deputados antes de qualquer mudança prática. Até lá, o cenário permanece de expectativa, especialmente para quem depende do atendimento direto ao público para trabalhar.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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