Como o excesso de sargaço no Caribe está virando matéria-prima e transformando toneladas da alga em fertilizantes e produtos de alto valor
Sargaço que invade praias do Caribe passa a ser transformado em fertilizante e bioprodutos, abrindo nova frente para o agronegócio

O avanço do sargaço nas praias do Caribe, por anos visto como um problema ambiental e turístico, começa a ganhar um novo destino.
Em Yucatán, no México, a alga passou a ser tratada como matéria-prima de uma cadeia produtiva em construção.
A proposta busca transformar a retirada constante do material em um processo industrial capaz de gerar produtos de alto valor, com foco no agronegócio.
De resíduo a insumo para o campo
Instalada no parque científico e tecnológico de Yucatán, a iniciativa é resultado de oito anos de pesquisa. O projeto converte o sargaço em fertilizante mineral orgânico e outros bioprodutos.
O processo envolve biodigestores e o uso de microrganismos, além de etapas como maceração e aplicação de enzimas, que modificam a biomassa e a tornam adequada para uso agrícola.
A operação também utiliza energia solar, reforçando a proposta de sustentabilidade.
Desafio ambiental vira oportunidade econômica
O acúmulo frequente da alga nas praias exige limpeza constante e gera custos elevados. Esse cenário abriu espaço para uma nova lógica: transformar o volume recorrente em base para produção industrial.
A empresa responsável afirma que o fertilizante pode elevar a produtividade agrícola em até 27%, embora o resultado dependa de fatores como solo, cultura e manejo.
O projeto também se insere na estratégia de inovação de Yucatán, que busca fortalecer sua competitividade ao conectar pesquisa, indústria e solução ambiental.
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