Ficar duas horas sem celular nesse domingo pode regenerar o cérebro, segundo estudo

Uma pausa aparentemente simples pode ter efeitos mais profundos do que muita gente imagina em meio à rotina marcada por telas e notificações

Layne Brito -
Ficar duas horas sem celular nesse domingo
(Foto: Reprodução/Pexels/Sergey Torbik)

Em um tempo em que o celular se tornou extensão da mão, passar algumas horas longe da tela parece, para muitos, algo quase impossível. Mensagens, vídeos, redes sociais, alertas e notícias disputam atenção o tempo todo, criando uma rotina de estímulos contínuos que, muitas vezes, deixa a mente em estado de alerta mesmo nos momentos de descanso.

É justamente por isso que uma proposta tão simples tem chamado atenção: ficar duas horas sem celular ao longo do domingo.

A ideia, que pode soar exagerada para alguns e libertadora para outros, ganhou força após a divulgação de estudos que relacionam períodos de pausa e redução de estímulos a benefícios importantes para o funcionamento do cérebro.

Ainda que o termo “regenerar” desperte curiosidade imediata, o que pesquisadores vêm observando é que momentos de silêncio, descanso mental e afastamento de estímulos intensos podem favorecer processos ligados à recuperação cognitiva, à concentração e até à organização dos pensamentos.

Em outras palavras, dar uma trégua ao excesso de informação pode ser mais valioso do que parece.

Na prática, passar duas horas sem celular pode ajudar a reduzir a sobrecarga mental causada pela exposição constante a conteúdos, notificações e interrupções.

Esse intervalo tende a criar um ambiente mais propício para que o cérebro desacelere, recupere o foco e funcione de maneira menos pressionada.

Além disso, a pausa pode contribuir para diminuir a ansiedade gerada pela necessidade de checar a tela a todo instante.

Sem a obrigação de responder mensagens imediatamente ou acompanhar tudo em tempo real, a mente encontra espaço para descansar, refletir e até melhorar a percepção do ambiente ao redor.

Especialistas também apontam que momentos de desconexão podem favorecer memória, atenção e bem-estar emocional, especialmente quando o tempo longe do celular é usado em atividades mais tranquilas, como leitura, caminhada, conversa ou simplesmente descanso.

Mesmo sem transformar a pausa em uma fórmula mágica, a proposta reforça uma discussão cada vez mais atual: o cérebro humano talvez precise menos de estímulo constante e mais de intervalos reais para respirar.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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