Banco Central determina bloqueio automático de contas bancárias após nova regra do Pix

Saiba como as recentes diretrizes de segurança podem impactar o acesso aos seus recursos

Magno Oliver Magno Oliver -
Banco Central determina bloqueio automático de contas bancárias após nova regra do Pix
(Foto: Reprodução/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O Banco Central do Brasil (BC) implementou, neste semestre de 2026, uma nova atualização rigorosa nos protocolos do Sistema de Pagamentos Instantâneos para conter a escalada de crimes cibernéticos e golpes de engenharia social.

A nova norma estabelece o bloqueio automático e cautelar de contas que apresentem movimentações financeiras atípicas ou suspeitas de fraude via Pix.

A medida, fundamentada na Resolução BCB nº 147, permite que as instituições financeiras retenham os valores por até 72 horas para análise detalhada.

O objetivo é oferecer uma camada extra de proteção ao correntista, possibilitando a recuperação de recursos antes que sejam pulverizados em “contas de passagem” por criminosos.

O mecanismo funciona de forma autônoma: ao detectar um padrão de transferência que foge ao perfil habitual do cliente, como horários inusuais, valores elevados ou destinatários marcados no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) como suspeitos, o sistema trava a operação instantaneamente.

Segundo o Banco Central, essa retenção cautelar é acompanhada de uma notificação imediata ao usuário, que deve confirmar a legitimidade da transação.

Caso a fraude seja confirmada pelo banco ou pelo próprio cliente, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) é acionado com maior agilidade, garantindo que o montante bloqueado retorne à conta de origem sem a necessidade de processos judiciais morosos.

A implementação dessas regras responde a um cenário onde a velocidade do Pix era utilizada como vantagem por organizações ilícitas para ocultar patrimônio ilícito em segundos.

Com o bloqueio automático, o BC inverte a lógica do risco, priorizando a segurança do montante em detrimento da instantaneidade em casos críticos.

Fontes do setor financeiro e órgãos de defesa do consumidor, como o Senacon, reforçam que a mudança é essencial para manter a credibilidade do sistema bancário digital.

No desfecho dessa transição tecnológica, espera-se que o índice de recuperação de valores desviados cresça significativamente, consolidando o Brasil como referência global em regulação e proteção de pagamentos instantâneos.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.