Reservatório de água doce sob o fundo do mar, formado há cerca de 20 mil anos, pode abastecer megacidade por mais de 800 anos e tem centenas de quilômetros
Cientistas identificam uma reserva colossal que pode transformar completamente o futuro das gerações

Uma descoberta geológica sem precedentes acaba de ser detalhada pela Expedição 501, liderada por pesquisadores da Universidade de Columbia em parceria com o Instituto Oceanográfico de Woods Hole.
Cientistas identificaram um gigantesco aquífero de água de baixa salinidade escondido sob o Oceano Atlântico, na costa leste dos Estados Unidos.
Estendendo-se por cerca de 350 quilômetros, desde o estado de Nova Jersey até Massachusetts, a reserva está aprisionada em sedimentos porosos abaixo da plataforma continental.
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Formado há aproximadamente 20 mil anos, durante o último máximo glacial, quando o nível do mar era muito mais baixo e o gelo derretido infiltrava-se no solo, o reservatório foi preservado por camadas de argila que impediram a contaminação pela água salgada ao longo dos milênios.
O volume estimado desse depósito hídrico é estarrecedor: análises preliminares sugerem que a reserva possui capacidade suficiente para suprir as necessidades de uma metrópole com o porte de Nova York por mais de oito séculos.
A tecnologia utilizada para o mapeamento envolveu o uso de receptores eletromagnéticos, que medem a condutividade no subsolo marinho, uma vez que a água doce é menos condutora que a salgada.
A Expedição 501 confirmou que o aquífero não é composto por bolsões isolados, mas sim por uma estrutura contínua e massiva.
Fontes oficiais do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) reforçam que essa descoberta pode ser apenas a ponta do iceberg, indicando que formações semelhantes podem existir em outras plataformas continentais ao redor do globo.
A viabilidade de extração deste recurso surge como uma atualização estratégica crucial em um cenário de crise hídrica global e mudanças climáticas.
Embora a água não seja totalmente destilada, sua baixa salinidade permitiria uma dessalinização muito mais barata e eficiente do que a realizada com água do mar comum.
O desfecho desta investigação coloca a Expedição 501 no centro das discussões sobre segurança hídrica para o próximo século, sugerindo que reservatórios submarinos podem se tornar a principal “apólice de seguro” contra a seca para megacidades litorâneas.
O próximo passo das autoridades americanas envolve a criação de protocolos de preservação ambiental para garantir que qualquer futura intervenção não comprometa a estabilidade geológica da costa.
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