Comando Vermelho ameaçava “bombardear” Rio Verde, revela Polícia Civil
Mensagens interceptadas revelaram planos de ataques com granadas no município

A Polícia Civil (PC) identificou que integrantes do Comando Vermelho chegaram a ameaçar “bombardear” Rio Verde durante a atuação da facção no município. A informação foi revelada durante a Operação Ruptura, deflagrada nesta terça-feira (14).
Segundo as investigações, as ameaças foram encontradas em mensagens interceptadas, que também indicavam planos de ataques contra forças de segurança, incluindo o uso de granadas. Durante a operação, duas foram apreendidas.
A apuração também mostrou que o grupo criminoso passou a atuar na cidade a partir de julho de 2025, quando expandiu a presença para mais de 14 bairros, com o objetivo de dominar o tráfico de drogas.
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De acordo com o delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), Jorge Mesquita, a chegada da facção foi acompanhada por um aumento expressivo da violência. Em 2025, os homicídios cresceram 248%, além de registros de tortura e intensificação do tráfico.
Ele destacou que, após a reação das forças de segurança, os índices começaram a ser controlados e a expectativa é de maior estabilidade ao longo de 2026.
Operação mirou estrutura e finanças da facção
Na operação, a Justiça expediu 61 mandados de prisão temporária, com 51 pessoas presas até o momento, sendo sete em flagrante. Também foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 21 quebras de sigilo bancário e 37 de sigilo telemático. O bloqueio de bens supera R$ 10 milhões.
As ações ocorreram em cidades de Goiás, como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de operações em outros estados.
Fora de Goiás, três investigados foram presos no Rio de Janeiro, incluindo um líder goiano que, mesmo à distância, comandava atividades criminosas em Rio Verde. Outro suspeito foi localizado e preso em Jandira, na Grande São Paulo.
A Operação Ruptura integra a quarta fase da megaoperação Destroyer, que tem como foco não apenas prender envolvidos, mas também atingir financeiramente as organizações criminosas.
Nos últimos 30 dias, mais de 240 mandados judiciais foram cumpridos em ações ligadas à ofensiva. Ao longo das quatro fases, já são 228 investigações concluídas, com mais de R$ 235 milhões em bens sequestrados.
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