Nova regra de passaporte na Europa chama atenção e pode afetar turistas em aeroportos

Novo sistema de controle de fronteiras da União Europeia provoca filas longas e gera preocupação para a alta temporada

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Nova regra de passaporte na Europa chama atenção e pode afetar turistas em aeroportos
(Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Turistas que desembarcam na Europa já sentem os efeitos de mudanças que afetam diretamente a experiência de viagem. A operação plena do sistema biométrico de fronteiras e checagem de passaporte, somada a greves e a uma crise no abastecimento de combustível de aviação, tem provocado filas extensas e cancelamentos em massa em aeroportos do continente.

Desde 10 de abril, quando o sistema se tornou obrigatório em todos os 29 países do espaço Schengen, passageiros de fora da União Europeia enfrentam espera de até três horas e, em alguns casos, três horas e meia para passar pela imigração.

Em Milão-Linate, por exemplo, de 156 passageiros em um voo da EasyJet para Manchester, apenas 34 conseguiram embarcar. O restante ficou retido nas filas, em um cenário que preocupa autoridades e operadores do setor às vésperas da alta temporada de verão europeu.

Sistema biométrico amplia controle, mas gera gargalos

Conhecido como Entry/Exit System (EES), o modelo exige que viajantes de fora do bloco registrem dados pessoais e biométricos, como impressões digitais e imagem facial, ao cruzar as fronteiras externas do espaço Schengen.

A proposta é substituir a carimbagem manual de passaportes por registros digitais, reforçando a segurança e monitorando melhor quem entra e sai da região. No entanto, a implementação enfrenta dificuldades desde o início. Segundo o Conselho Internacional de Aeroportos, os tempos de processamento aumentaram 70% em alguns locais.

Portugal, por exemplo, suspendeu parcialmente o sistema nos aeroportos durante o fim de semana de 12 e 13 de abril para evitar que passageiros perdessem voos, mantendo a biometria apenas nas chegadas. Representantes do setor alertam que, com o aumento do tráfego aéreo, a situação pode piorar.

Greves e crise de combustível agravam cenário

Além do EES, a Lufthansa enfrenta uma onda de greves que já cancelou milhares de voos, afetando principalmente Frankfurt e Munique.

O quadro ainda se agrava com a crise no abastecimento de combustível de aviação, ligada às tensões no Oriente Médio. Diante disso, especialistas recomendam que viajantes se planejem com antecedência e cheguem aos aeroportos com margem ampla, especialmente em grandes hubs europeus.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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