Brasileiros que doam sangue têm direito a folga no trabalho; veja quantos dias

Benefício previsto na CLT ainda é desconhecido por muitos trabalhadores e pode garantir descanso sem desconto no salário

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Saiba quantos dias de folga quem doa sangue tem direito pela CLT e como garantir esse benefício sem desconto no salário.
(Foto: Davidyson Damasceno/Agência Brasil)

Muita gente sabe que doar sangue salva vidas. No entanto, o que pouca gente percebe é que esse gesto solidário também garante um direito importante no trabalho — e ele passa despercebido por milhares de brasileiros todos os anos.

Isso acontece porque a maioria dos trabalhadores não conhece todos os benefícios previstos na legislação. E, justamente por falta de informação, acabam deixando de exercer um direito simples, mas relevante.

A boa notícia é que a lei é clara nesse ponto.

Quem doa sangue pode faltar ao trabalho?

Sim — e sem prejuízo no salário.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalhador pode se ausentar do serviço por um dia para realizar a doação de sangue, desde que comprove o procedimento.

Ou seja, a empresa não pode descontar esse dia nem exigir compensação.

Quantos dias de folga o trabalhador tem direito

A legislação estabelece que esse benefício vale por um dia de folga a cada 12 meses de trabalho.

Na prática, isso significa que:

  • O trabalhador pode faltar uma vez por ano para doar sangue
  • A ausência é considerada justificada
  • O salário não sofre nenhum desconto

Além disso, a folga costuma ocorrer no próprio dia da doação, justamente para garantir o descanso do doador.

O que é preciso para garantir o direito

Apesar de ser garantido por lei, o benefício exige um cuidado simples.

O trabalhador precisa apresentar um comprovante emitido pelo banco de sangue ou hospital onde realizou a doação.

Sem esse documento, a empresa pode não reconhecer a ausência como justificada.

Por que a lei garante essa folga

O objetivo da legislação é incentivar a doação de sangue no Brasil.

Isso porque os estoques dos bancos de sangue precisam de reposição constante. Além disso, a doação exige cuidados com a saúde, e o descanso após o procedimento ajuda na recuperação do organismo.

Por isso, a lei reconhece esse ato como relevante e garante o direito ao trabalhador.

Atenção para não perder o benefício

Mesmo sendo um direito previsto na CLT, muita gente ainda deixa de utilizá-lo.

Isso acontece, principalmente, por desconhecimento ou falta de orientação no ambiente de trabalho.

Portanto, quem pretende doar sangue deve se informar, guardar o comprovante e comunicar corretamente a empresa.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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