Não há espaço para retrocesso: animais não pertencem a circos

Animais são seres sencientes, capazes de sentir dor, medo e estresse, e não podem ser submetidos a condições que desrespeitem sua natureza

Seliane Seliane da SOS -
Não há espaço para retrocesso: animais não pertencem a circos
(Foto: Reprodução)

O retorno do debate sobre o uso de animais em circos no Brasil não pode ser tratado como algo comum ou natural. Trata-se de uma discussão que, diante dos avanços já alcançados na proteção animal, exige posicionamento claro, responsabilidade e coerência.

Ao longo dos últimos anos, estados e municípios brasileiros adotaram medidas importantes para restringir essa prática, acompanhando uma mudança significativa na forma como a sociedade enxerga os animais. Hoje, não há mais espaço para dúvidas: animais não são entretenimento.

A ciência já demonstrou que espécies utilizadas em espetáculos possuem necessidades específicas que não são compatíveis com a rotina de deslocamentos, confinamento e exposição constante. Esse entendimento não é recente, ele já está consolidado em estudos técnicos e no posicionamento de entidades ligadas ao bem-estar animal.

Diante disso, qualquer tentativa de retomar ou flexibilizar o uso de animais em circos representa um sinal de retrocesso.

Não se trata de opinião isolada, mas de um consenso crescente. O próprio setor circense tem evoluído, com espetáculos que valorizam o talento humano, a criatividade e a expressão artística, sem a utilização de animais. Essa transformação mostra que é possível preservar a cultura sem abrir mão do respeito.

Como vereadora em Anápolis e defensora da causa animal, mantenho um posicionamento firme: sou totalmente contra o uso de animais em circos.

Esse não é apenas um debate cultural ou econômico. É uma questão de princípio. Animais são seres sencientes, capazes de sentir dor, medo e estresse, e não podem ser submetidos a condições que desrespeitem sua natureza.

O Brasil já avançou nessa pauta. O que se espera agora é a consolidação desses avanços, não a sua revisão.

O momento exige responsabilidade nas decisões e compromisso com uma sociedade que evolui, que compreende e que não aceita mais práticas que colocam o entretenimento acima da vida.

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