Maior parte das promoções de PMs por caso césio-137 ocorreu por decisão judicial, diz levantamento

Últimas progressões de carreira ocorreram em abril, publicadas no Diário Oficial do Estado de Goiás

Ícaro Gonçalves -
césio 137
Profissionais trabalhando no acidente com césio 137, em Goiânia (Imagem: Captura de tela/Youtube/SES Goiás)

Nos últimos dez anos, chegou a 450 o número de policiais militares de Goiás promovidos por atos de bravura relacionados à atuação no acidente com o césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987.

As promoções foram concedidas a partir da comprovação de que os policiais participaram de operações de risco elevado, caracterizando atos de bravura.

Entretanto, a maioria das promoções ocorreram por decisão judicial, e não administrativa, conforme levantamento feito pelo jornal O Popular. Esse foi o caso de aproximadamente 80% das progressões de carreira relacionadas ao acidente radiológico na última década.

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Os militares buscaram na Justiça o direito ao reconhecimento, argumentando que estiveram diretamente envolvidos em ações de isolamento de áreas contaminadas, controle da população e apoio às equipes que lidavam com o material radioativo.

As mais recentes promoções ocorreram no dia 29 de abril, com publicação no Diário Oficial do Estado (DOE). Como consta no documento, Walter Soares do Nascimento foi promovido de primeiro-sargento da reserva para subtenente.

Além dele, os segundos-sargentos João Ferreira de Souza, Waltuir Ricardo da Silva e Hugo Emiliano dos Santos também foram promovidos, para primeiros-sargentos da reserva. Em todos os casos, as promoções ocorreram por decisão judicial.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, o reconhecimento dos atos de bravura e direito à promoção não são imediatos pela simples atuação durante o acidente radiológico.

As análises são feitas individualmente pela comissão de promoção de praças e de oficiais, e o pedido deve atender a critérios estabelecidos por lei.

No caso das promoções de abril, os militares da reserva comprovaram terem atuado “com coragem além do que normalmente se espera no cumprimento do dever”.

Também comprovaram terem sido expostos ao contato com o material radioativo em um ambiente perigoso, sem condições adequadas de segurança.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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