Moradores de Goiânia passarão por simulação de catástrofe para evitar tragédias como as de Mariana e Brumadinho
Ao longo da tarde, um aviso sonoro será emitido em diversos bairros da capital, anunciando o início das atividades

Na tarde desta quarta-feira (06), um aviso sonoro e estridente será ouvido em diversos bairros de Goiânia, tal qual em filmes de catástrofes, alertando a população que mora nas imediações da Barragem do Ribeirão João Leiteo sobre o “rompimento” da estrutura.
A atividade, é claro, não passa de uma simulação por parte da Saneago em parceria com órgãos de segurança e defesa civil. O exercício tem como objetivo verificar o protocolo de segurança em casos de falhas graves para evitar desfechos tão trágicos como os de Mariana e Brumadinho.
O simulado de emergência está marcado para começar às 15h envolve moradores de bairros localizados na Zona de Autossalvamento (ZAS), são eles: Jardim São Judas Tadeu, Jardim Pompéia, Santa Genoveva 2, Vila Maria Rosa, Residencial Guanabara, Residencial Felicidade, Condomínio Parque dos Cisnes, além de regiões adjacentes.
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Ao longo do exercício, será avaliada a eficácia do atual Plano de Ação de Emergência (PAE) da barragem, instrumento que define responsabilidades, fluxos de comunicação e medidas de resposta em cenários de risco.
A população local já foi previamente informada ao longo das últimas semanas sobre a atividade, recebendo materiais informativos e orientações de como proceder.
Casos em Goiás
Embora ao tratar de rompimentos de barragem seja natural logo pensar em Minas Gerais (MG), onde as catástrofes de Mariana e Brumadinho vitimaram ao menos 291 pessoas e deixaram milhares desabrigados, Goiás também tem registros de incidentes do tipo, ainda que nenhuma pessoa tenha morrido.
Em 2008, por exemplo, houve um rompimento parcial da Espora Energética S.A no município de Itajá, que culminou em um acordo de R$ 20 milhões para compensação socioambiental com o Ministério Público de Goiás.

Imagem ilustrativa de estrago provocado por vazamento de barragem em Itajá. (Foto: Divulgação/MPGO)
Em março de 2016, duas represas também se romperam após uma forte chuva atingir a região de Santa Helena de Goiás, com a lama causando a morte de mais de 7 toneladas de peixes.

Mais de sete toneladas de peixe morreram após rompimento de barragem em Santa Helena de Goiás. (Foto: Reprodução/Tv Anhanguera)
Em 2020, outra estrutura de contenção também cedeu ante a força das chuvas em Pontalina, matando ao menos 70 animais domésticos.
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