Filhos são obrigados a cuidar dos pais na velhice mesmo sem contato? Veja o que diz a lei

Muitas famílias descobrem apenas tarde demais que a legislação brasileira prevê deveres legais relacionados aos cuidados com os pais idosos

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
idosos
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O envelhecimento da população brasileira vem trazendo discussões cada vez mais frequentes sobre responsabilidade familiar e cuidados com idosos.

Em muitas famílias, apenas um filho acaba assumindo sozinho toda a rotina de consultas, remédios, alimentação e acompanhamento diário dos pais.

Enquanto isso, outros parentes simplesmente desaparecem ou evitam participar dos cuidados.

Mas afinal: a lei realmente obriga os filhos a cuidarem dos pais na velhice?

O assunto voltou a repercutir após um vídeo publicado pela advogada Émilin Rocha, do perfil @emilinrocha.adv, explicar como funciona essa responsabilidade prevista na legislação brasileira.

Lei prevê dever de assistência aos pais idosos

Segundo a advogada, a legislação brasileira estabelece que os filhos possuem dever de assistência em relação aos pais idosos.

Além disso, o Estatuto do Idoso e o Código Civil determinam obrigação de amparo material e moral dentro da família.

Enquanto isso, o abandono pode gerar consequências judiciais dependendo da situação.

Justiça pode dividir responsabilidades entre irmãos

Segundo a explicação apresentada no vídeo, quando apenas um filho assume sozinho todos os cuidados, ele pode procurar a Justiça.

Além disso, existe possibilidade de solicitar:

  • divisão das despesas;
  • auxílio financeiro;
  • compartilhamento das responsabilidades;
  • participação dos demais irmãos nos cuidados.

Enquanto isso, juízes analisam cada situação individualmente para entender as condições da família e dos envolvidos.

Falta de contato não elimina automaticamente o dever

Especialistas em Direito de Família explicam que a ausência de convivência não extingue automaticamente a responsabilidade prevista na lei.

Além disso, o dever familiar pode continuar existindo principalmente em situações de vulnerabilidade do idoso.

Enquanto isso, conflitos antigos entre pais e filhos costumam tornar os processos ainda mais delicados.

Abandono de idoso pode gerar punições

A advogada também alerta que casos graves podem até caracterizar abandono de idoso.

Segundo o Estatuto do Idoso, abandonar pessoa idosa em hospitais, casas de saúde ou deixar de prestar assistência quando há obrigação legal pode gerar punições previstas em lei.

Além disso, especialistas reforçam que cada situação exige análise específica do contexto familiar.

Enquanto isso, o envelhecimento acelerado da população brasileira vem aumentando debates sobre rede de apoio, cuidados familiares e responsabilidades legais.

Por fim, advogados recomendam buscar orientação jurídica sempre que houver conflitos relacionados aos cuidados de pais idosos.

 

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Um post compartilhado por Émilin Rocha – ADVOGADA (@emilinrocha.adv)

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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