Mãe pede aumento da pensão para manter o padrão de vida do filho, mas o STJ decide que o valor segue a renda do pai, e não o padrão que ela queria

Decisão reforça que a pensão alimentícia deve respeitar o equilíbrio entre as necessidades do filho e a capacidade financeira de quem paga

Daniella Bruno -
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(Foto: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A definição da pensão alimentícia ainda gera dúvidas e disputas entre pais separados. Em muitos casos, um dos responsáveis pede a revisão do valor para acompanhar mudanças na rotina da criança ou nas despesas da família.

No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou um dos principais critérios usados nesses processos. Segundo a Corte, o juiz deve analisar a necessidade do filho e a capacidade financeira de quem paga a pensão.

Por isso, o padrão de vida desejado por um dos genitores, sozinho, não justifica o aumento do benefício.

O que o STJ decidiu sobre a pensão?

Os ministros reafirmaram a aplicação do chamado binômio necessidade-possibilidade.

Na prática, o juiz precisa avaliar dois fatores. Primeiro, verifica as necessidades do filho. Depois, analisa a renda e a capacidade financeira do responsável pelo pagamento.

Assim, a pensão deve garantir moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário e outras despesas essenciais.

Ao mesmo tempo, o valor não pode comprometer a própria subsistência do alimentante.

Padrões de vida podem ser diferentes

O STJ também destacou que pais separados podem construir realidades financeiras distintas.

Por esse motivo, um padrão de vida mais elevado em um dos lares não obriga automaticamente o outro genitor a pagar uma pensão maior.

Além disso, a Corte explicou que a pensão alimentícia não existe para igualar o nível econômico entre as famílias.

Sua finalidade consiste em assegurar o desenvolvimento da criança dentro das possibilidades financeiras dos dois responsáveis.

Quando a pensão pode ser revisada?

A decisão também reforçou que pedidos de revisão precisam apresentar justificativas concretas.

Por exemplo, um aumento comprovado da renda do alimentante ou uma mudança relevante nas necessidades do filho podem justificar um novo cálculo.

Por outro lado, o simples desejo de manter um padrão de vida mais elevado não basta para aumentar a pensão.

Além disso, o STJ lembrou que pai e mãe dividem a responsabilidade pelo sustento dos filhos. Cada um deve contribuir conforme sua capacidade financeira.

Dessa forma, a obrigação permanece equilibrada e preserva o objetivo principal da pensão alimentícia: garantir o bem-estar da criança.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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