Atacadão, Carrefour e Assaí adotam nova tecnologia que promete dar fim às filas e agilizar atendimento
Caixas de autoatendimento avançam em redes como Assaí, Carrefour e Atacadão e mudam a rotina de compras no Brasil

Filas longas em supermercados ainda fazem parte da rotina de muitos consumidores, principalmente em horários de maior movimento.
Para tentar reduzir esse problema, grandes redes do varejo alimentar passaram a investir em caixas de autoatendimento, também conhecidos como self-checkout.
A tecnologia já aparece em lojas de redes como Assaí, Carrefour e Atacadão. A proposta é ampliar as opções de atendimento no momento do pagamento, especialmente para clientes com compras menores.
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O caixa de autoatendimento em supermercados funciona por meio de terminais com tela sensível ao toque, leitor de código de barras e opções de pagamento, como cartão e Pix.
No processo, o próprio cliente registra os produtos, confere os valores na tela e finaliza a compra. Funcionários continuam presentes para orientar consumidores, resolver falhas no sistema, liberar produtos específicos e acompanhar o funcionamento dos equipamentos.
Ou seja, a tecnologia não elimina a importância dos atendentes. Ela muda parte da dinâmica do trabalho dentro da loja.
O Assaí iniciou testes com o sistema em 2022 e passou a ampliar a instalação dos equipamentos em suas unidades. Segundo a rede, o modelo é indicado para compras de até 20 itens ou 50 quilos.
Já o Carrefour expandiu o autoatendimento para diferentes formatos de loja. O Atacadão, por sua vez, adotou uma estratégia voltada também à integração dos terminais com o sistema de estoque.
Essa conexão ajuda a reduzir divergências entre o preço informado na prateleira e o valor registrado no caixa, uma reclamação comum entre consumidores.
Apesar da expansão, o autoatendimento ainda tem limitações. Produtos sem código de barras, etiquetas danificadas, itens que exigem pesagem e compras muito volumosas podem tornar o processo mais lento.
Além disso, parte dos clientes, especialmente aqueles menos familiarizados com tecnologia, pode preferir o atendimento tradicional.
Por isso, os caixas convencionais seguem essenciais para compras maiores, situações específicas e atendimento de consumidores que precisam de apoio direto.
A chegada dos terminais também muda a rotina dos profissionais do setor. Em vez de atuar apenas no registro de compras, parte dos funcionários passa a supervisionar equipamentos, auxiliar clientes, corrigir erros e acompanhar possíveis inconsistências.
O setor supermercadista ainda depende fortemente da mão de obra humana. Além do atendimento ao público, há funções ligadas à reposição, organização, estoque, prevenção de perdas, suporte operacional e manutenção.
Assim, a automação não significa, necessariamente, substituição imediata dos trabalhadores, mas indica uma transformação nas funções exercidas dentro das lojas.
A tendência é que supermercados combinem os dois formatos. O autoatendimento deve ganhar espaço em compras rápidas, enquanto os caixas tradicionais continuam importantes para carrinhos cheios e atendimentos mais complexos.
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