Adeus, Brasil: Land Rover encerra produção no país após uma década, e mais de 370 funcionários podem ser impactados

Nova gestão internacional planeja assumir instalações industriais modificando totalmente rumos da produção

Magno Oliver Magno Oliver -
Fábrica Land Rover fecha no Brasil
(Foto: Divulgação)

A indústria automotiva nacional registra o fechamento de mais uma importante linha de montagem de veículos de luxo.

A Jaguar Land Rover confirmou o encerramento definitivo de suas atividades fabris em Itatiaia, localizada na região sul do estado do Rio de Janeiro.

A decisão põe fim a um ciclo de exatos dez anos de fabricação local de utilitários esportivos bastante conhecidos pelos consumidores brasileiros.

A paralisação dos trabalhos coloca em situação de vulnerabilidade cerca de 371 trabalhadores diretos que atuavam na planta.

O Sindicato dos Metalúrgicos da região acompanha de perto os desdobramentos contratuais. Além disso, busca garantias institucionais para preservar os postos de trabalho ou direcionar os trabalhadores para as novas operações industriais previstas para o local.

Negociações e substituição chinesa

A desativação da unidade fabril fluminense reflete uma forte retração nos volumes de emplacamentos dos modelos montados localmente nos últimos meses.

Diante do cenário de baixas vendas e reestruturação global da marca voltada para a eletrificação, manter a estrutura operacional exclusiva tornou-se financeiramente desvantajoso para o grupo britânico.

Apesar do encerramento das atividades da marca de luxo, o complexo industrial não deve permanecer abandonado por muito tempo.

Representantes do governo estadual e da prefeitura local conduzem negociações avançadas com o conglomerado chinês Chery Automobile, por meio de suas marcas Omoda e Jaecoo, para assumir integralmente as instalações.

A expectativa do setor econômico é que a transição de marcas aconteça de forma rápida logo após o término dos estoques atuais dos modelos remanescentes.

A fabricante chinesa busca a liberação de novos incentivos fiscais para nacionalizar seus próprios utilitários, expandindo sua capacidade de atendimento no mercado da América Latina.

Os veículos da marca britânica continuarão disponíveis para os clientes do país, mas agora dependendo inteiramente do sistema de importação direta de suas matrizes estrangeiras.

Contudo, para o trabalhador do sul fluminense, resta a esperança de que a nova administração asiática absorva a mão de obra especializada que foi desenvolvida ao longo da última década.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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