Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep para quem tem CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0

Consulta pode indicar valores a receber do PIS/Pasep e exige atenção aos canais oficiais para evitar erros no pedido ou golpes

Gustavo de Souza -
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep para quem tem CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0
(Foto: Reprodução)

Trabalhadores que atuaram com carteira assinada ou como servidores públicos entre 1971 e 1988 podem ter valores a receber das antigas cotas do PIS/Pasep.

Todos, com CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0, pode fazer a solicitação pela Caixa Econômica Federal, responsável por receber os pedidos de ressarcimento.

O dinheiro não tem relação com o abono salarial pago anualmente. Trata-se de saldo que ficou vinculado ao antigo fundo PIS/Pasep, formado por depósitos feitos em contas individuais de trabalhadores antes da mudança nas regras, em 1988.

Segundo a Caixa, têm direito ao ressarcimento os titulares que ainda não sacaram as cotas. Em caso de morte do trabalhador, beneficiários legais também podem solicitar os valores, desde que apresentem a documentação exigida.

Como consultar os valores

A consulta pode ser feita pelo Repis Cidadão, sistema do Ministério da Fazenda, com conta gov.br de nível prata ou ouro. Para o próprio titular, o valor aparece automaticamente após o login.

No caso de trabalhador falecido, o interessado deve acessar o sistema com a própria conta gov.br e informar o número de inscrição PIS/Pasep do antigo cotista. Se houver saldo, o pedido deve seguir as orientações oficiais.

Titulares também podem usar o aplicativo FGTS para iniciar a solicitação. Já beneficiários legais devem ficar atentos à documentação e podem buscar atendimento em uma agência da Caixa.

Pagamento segue calendário

Entre os documentos exigidos estão identificação oficial e, no caso de herdeiros, certidão de dependentes habilitados, declaração do órgão pagador de pensão, autorização judicial ou escritura pública.

Após o pedido, a Caixa encaminha as informações ao Ministério da Fazenda, que avalia e autoriza o pagamento. O crédito segue calendário próprio e depende da disponibilidade orçamentária da União.

A orientação é consultar apenas canais oficiais. Golpistas podem usar a promessa de dinheiro esquecido para pedir dados pessoais, senhas ou pagamentos indevidos.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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