Não é patinho, nem paleta: a carne de segunda macia, saborosa e mais barata que dá de 10 a 0 em cortes de primeira, segundo açougueiros

Escolha certeira no balcão pode render bifes macios, assados suculentos e economia sem abrir mão do sabor no dia a dia da família

Layne Brito Layne Brito -
Não é patinho, nem paleta
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Escolher uma carne bovina pode virar um desafio diante de tantas opções no balcão do açougue. Enquanto cortes nobres chamam atenção pelo nome e pela fama, outras peças mais discretas entregam bons resultados por um preço geralmente mais acessível.

O segredo, no entanto, não está apenas em comprar a carne mais cara.

Características como o tamanho das fibras, a quantidade de gordura, a espessura do bife e a forma de preparo influenciam diretamente a maciez e o sabor.

Entre as indicações frequentes de açougueiros para quem busca economia sem levar uma carne dura está o coxão mole.

Localizado na parte traseira do boi, o corte possui fibras curtas e pode ser usado em assados, ensopados, picadinhos, escalopes, bifes à milanesa e refogados.

Maciez que surpreende

Apesar de muitas pessoas colocarem o coxão mole na categoria popular das “carnes de segunda”, essa classificação não significa que o corte tenha qualidade inferior.

Na prática, cada parte do boi apresenta características próprias e exige uma técnica adequada.

O coxão mole se destaca justamente pela versatilidade. Quando cortado em bifes, pode substituir opções mais caras no bife acebolado, no estrogonofe e na parmegiana.

Além disso, a peça inteira funciona bem em assados de panela e preparações com molho.

Outro ponto positivo está no sabor.

Como o corte aceita diferentes temperos e métodos de cocção, ele combina tanto com receitas rápidas quanto com pratos preparados lentamente.

Também pode ser levado à grelha em bifes mais grossos, desde que o cozinheiro controle o tempo para evitar a perda de suculência.

O preço varia conforme a cidade, o estabelecimento, a época do ano e a apresentação da carne.

Ainda assim, o coxão mole costuma aparecer como uma alternativa econômica diante de cortes tradicionalmente valorizados, principalmente quando comprado em peça inteira.

Como preparar sem deixar duro

Para bifes, a orientação é fazer cortes no sentido contrário ao das fibras.

Essa técnica reduz o comprimento das fibras que precisam ser mastigadas e ajuda a melhorar a sensação de maciez.

Além disso, o bife não deve ficar fino demais. Uma espessura intermediária permite dourar a parte externa sem ressecar completamente o interior.

A frigideira também precisa estar bem quente antes de receber a carne.

Já para assados, cubos ou receitas com molho, o coxão mole pode permanecer mais tempo no fogo.

O corte absorve bem os temperos e mantém a estrutura durante a cocção, característica aproveitada em diferentes preparações.

Também é importante não colocar muitos bifes ao mesmo tempo na frigideira.

Quando a panela perde temperatura, a carne começa a soltar água e cozinha em vez de dourar. Por isso, o ideal é preparar poucas unidades por vez.

Com preço mais amigável, textura macia e inúmeras possibilidades na cozinha, o coxão mole mostra que nem sempre é necessário recorrer aos cortes mais famosos.

Bem escolhido e preparado corretamente, ele pode entregar uma refeição saborosa sem pesar tanto no orçamento.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias