Justiça determina que Assaí Atacadista pague R$ 1 milhão em indenização para os funcionários

Decisão envolve problemas de saúde e segurança em uma unidade da rede e ainda estabelece uma série de obrigações para a empresa

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
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Rede de supermercados Assaí. (Foto: Reprodução/Pedro Henrique/Google Maps)

A Justiça do Trabalho condenou a Sendas Distribuidora S/A, controladora do Assaí Atacadista, a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos por irregularidades nas condições de saúde e segurança de trabalhadores de uma unidade localizada nos Barris, em Salvador.

A decisão saiu da 39ª Vara do Trabalho da capital baiana e ainda permite recurso da empresa.

Apesar de o título mencionar indenização aos funcionários, o material-base informa que o valor se refere a dano moral coletivo. Não há indicação de que os R$ 1 milhão serão pagos diretamente ou divididos entre os trabalhadores da unidade.

Problemas foram investigados

A condenação atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho, que começou a investigar o caso em 2022.

Segundo o órgão, novas irregularidades continuaram aparecendo até 2025, quando o MPT ajuizou uma ação civil pública.

Além disso, o Ministério Público afirmou que enfrentou dificuldades para obter documentos durante as fiscalizações. O órgão também sustentou que a empresa não teria adotado todas as medidas necessárias para corrigir os problemas encontrados.

Empresa terá de cumprir medidas

Além da indenização de R$ 1 milhão, o Assaí terá de cumprir 28 obrigações relacionadas às condições de saúde e segurança dos trabalhadores.

Caso descumpra alguma delas, a decisão prevê multa de R$ 30 mil por obrigação.

De acordo com o MPT, o valor da indenização levou em conta fatores como duração e gravidade das irregularidades, além da exposição de empregados a condições classificadas como inseguras e insalubres.

O material-base não detalha quais são as 28 medidas determinadas pela Justiça.

Decisão ainda pode mudar

Como a sentença ainda admite recurso, o desfecho do processo não é definitivo.

O g1 informou que procurou a empresa para saber se ela pretende recorrer e se já tomou providências para corrigir os problemas apontados, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria.

Assim, a decisão representa uma condenação em primeira instância e ainda pode passar por nova análise judicial.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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